29 novembro 2009

Ferrari Testarossa (1984)

Esta miniatura pertence à colecção Ferrari – O Mito.
A colecção é composta por 20 miniaturas Ferrari, saiu aos sábados com os jornais Diário de Notícias e O Jogo. O texto que vou publicar foi retirado do fascículo nº 7 que acompanha a miniatura:

Modelo Ferrari Testarossa – Ano 1984
No meio de um mundo de supercarros arredondados e, como se dizia na época, “desenhados pelo vento”, chega uma verdadeira bomba: o Testarossa. Encontramo-nos no Salão de Paris, em Outubro de 1985 e a ideia (genial) de Pininfarina é revolucionar tudo, apostando num design baseado em linhas flexíveis. Finalmente os faróis traseiros são escondidos sob uma grelha negra. Mas o Testarossa é muito mais do que uma simples pesquisa estilística porque o carro nasce de estudos iniciados em 1977. O Objectivo da Ferrari era o de melhorar o rendimento termodinâmico dos motores e de simplificar o sistema de refrigeração além de melhorar a aerodinâmica. Assim, o Testarossa introduz, pela primeira vez, no mundo dos supercarros a disposição de radiadores laterais, uma solução então utilizada apenas na F1. O motor continua a ser o motor boxer de 12 cilindros derivado do BB, mas a potência chega aos 390 cv. A velocidade máxima declarada é de 290 km/h.
O Projecto Estilístico
O Testarossa alojava o potente motor boxer de 12 cilindros do BB anterior, mas numa versão posteriormente evoluída. Era um motor de Formula 1. Muito baixo e largo, resultando daqui a forma particular da traseira.
O Testarossa tinha os radiadores montados lateralmente, tal como os F1 da época. A solução além de centrar as massas possuía outras vantagens: um arrefecimento mais eficaz, uma melhor aerodinâmica e um peso mais contido.
Pininfarina, sem ser forçado a construir entradas de ar para arrefecer os radiadores, pôde dar largas à criatividade na construção de um nariz. Não escolheu formas rebuscadas apostanto tudo em linhas limpas e elegantes.
Entre tantas ideias para o carro existia também aquela de alinhar o espelho retrovisor exterior à altura do interno. Uma solução abandonada na série seguinte.
In fascículo nº 7.


À semelhança do anterior Ferrari que postei sobre o 288 GTO, hoje também publico digitalmente a reportagem (Ensaio Competição) que vinha na Revista Turbo nº 53 (pág. 44 a 55), de Fevereiro de 1986, sobre o Ferrari Testarossa. A reportagem é assinada por Pierre Dieudonné.

20 novembro 2009

McLaren M26 - James Hunt (1978)

Esta miniatura é da marca Minichamps.
A McLaren tinha planeado substituir o M23 durante o ano de 1976 introduzindo um novo modelo, o McLaren M26. No entanto quando o M26 ficou concluído James Hunt (inglês) estava a realizar boas provas com o "velho" M23 (que embora na sua quarta temporada ainda se mostrava suficientemente rápido), este facto levou a que a equipa adiasse a estreia do novo modelo, permitindo também mais tempo para continuar a testar o M26. James Hunt acabaria mesmo por vencer o campeonato de 1976 com o McLaren M23, embora tenha beneficiado com o grave acidente de Niki Lauda (austríaco) em Nurburgring. Assim o McLaren M26 só se estrearia em 1977 no GP da Espanha.O McLaren M26, desenhado por Gordon Coppuck, era semelhante ao M23, e isto porque Coppuck optou por seguir as linhas do bem sucedido M23. Gordon Coppuck tornou o M26 mais leve e com uma aerodinâmica ainda mais eficiente. O chassis e a suspensão eram quase idênticas ao M23, e pois claro o motor era o mesmo, o Ford Cosworth DFV.
Quando aconteceu a estreia no GP da Espanha e depois de resolvidos alguns problemas, o McLaren M26 mostrou ser mais eficaz do que o M23, contudo não era suficiente para bater a Ferrari novamente. Nesse ano James Hunt ainda conseguiu vencer 3 GP’s (Inglaterra, USA e Japão) mas a McLaren acabou o campeonato em terceiro lugar.
Para o ano seguinte, em 1978, a McLaren substituiu Jochen Mass (alemão) por Patrick Tambay (francês) mantendo James Hunt como primeiro piloto e procedeu a algumas modificações de modo a melhorar as performances do M26. Mas quando a equipa Lotus introduz o Lotus 79, explorando o efeito solo, o McLaren M26 ficou praticamente fora de combate. Algumas alterações ainda foram efectuadas a meio do campeonato na tentativa de poder dotar o M26 com as características para explorar o efeito solo mas já era tarde de mais; o melhor resultado que James Hunt conseguiu foi um terceiro lugar no GP da França. A McLaren terminou o ano em 8º lugar enquanto James Hunt e Patrick Tambay foram os 13ºs e 14ºs classificados, com 8 pontos cada um.
Patrick Tambay ainda utilizou, sem resultados práticos, o M26 no ano de 1979 em duas ocasiões. A McLaren tinha então iniciado o seu lento declínio que durou até 1981.

Os pilotos do McLaren M26 em 1978 foram: James Hunt #7 e Patrick Tambay #8.
Vitórias: 0
Pole-Position: 0
Melhor volta: 0

15 novembro 2009

Subaru Impreza WRC '98 - C. McRae - N. Grist (Rali de Monte Carlo de 1998)

Esta miniatura pertence à colecção Rallye Monte-Carlo – Os Carros Míticos (fasc. nº 2).
O Rali de Monte Carlo foi das poucas provas que Colin McRae (escocês) nunca conseguiu vencer e na edição de 1998, a última que fez ao volante do Subaru, McRae teve que se contentar com a terceira posição final.
O Subaru Impreza WRC ’98 era a nova aposta da marca japonesa para o campeonato de ralis de 1998. Baseado no modelo do ano anterior, sendo que o motor era o mesmo de 1997, outras alterações houve ao nível da mecânica, posição do turbocompressor Garret, intercooler e colector de escapes. No que diz respeito às suspensões muita coisa se manteve e pouco foi alterado. Para não entrar em mais pormenores técnicos (para os quais não possuo conhecimentos) apenas refiro que na ficha técnica, que vem no fascículo que me serviu de fonte, é referido que o Subaru Impreza WRC ’98 dispunha de um motor com 1994 cc que atingia os 300 cv de potência às 5500 rpm. Contudo isto é um pouco diferente do que já tinha referido num anterior post sobre este modelo e para o qual não tenho explicação.
No Rali de Monte Carlo de 1998 a Toyota apresentou o seu novo modelo, o Corolla WRC, com o qual Carlos Sainz (espanhol) e Didier Auriol (francês) iriam disputar o campeonato. Colin McRae não teve grandes hipóteses de lutar pela vitória isto porque logo no inicio perdeu um minuto para o líder, o seu colega de equipa Piero Liatti (italiano). Na segunda etapa, uma saída de estrada inviabilizou qualquer tentativa de recuperação de McRae. Carlos Sainz acabou por ficar na liderança depois de Liatti ter desistido devido a um capotanço. O espanhol da Toyota deu ao Corolla a primeira vitória logo na sua estreia. O segundo lugar foi para o finlandês Juha Kankkunen em Ford Escort WRC. Colin McRae foi o terceiro classificado, que naquela altura era a sua melhor classificação de sempre no Monte Carlo (em 2003, pela Citroen, ficou em 2º lugar, o seu melhor resultado no Monte Carlo). No campeonato de 1998, Colin haveria de vencer 3 ralis (Portugal, Volta à Córsega e Acrópole) mas muitas desistências (quatro) retiraram-lhe quaisquer hipóteses de lutar pelo título até ao fim, ficando em terceiro no campeonato (o finlandês Tommi Makinen, da Mitsubishi, conquistava o seu terceiro título consecutivo).
Esta miniatura representa o Subaru Impreza WRC ’98 no Rali de Monte Carlo de 1998 com o qual Colin McRae obteve a terceira posição final. É possível verificar na miniatura os característicos conjuntos de faróis utilizados nos troços disputados à noite.
Colin McRae disputou mais de 140 ralis e venceu 25, tendo conquistado um título de campeão mundial (1995 com a Subaru) e ficou por três vezes em segundo lugar. Morreu em 2007 num acidente de helicóptero. Mais sobre Colin McRae aqui.

07 novembro 2009

Peugeot 306 Maxi - G. Panizzi - H. Panizzi (Rali de Monte Carlo de 1998)

Esta miniatura pertence à colecção Rallye Monte-Carlo – Os Carros Míticos (fasc. nº 9).
Foi com o Peugeot 306 Maxi que a marca de Sochaux efectuou o regresso oficial aos ralis em 1997, colocando assim um ponto final a uma ausência de 10 anos (após as conquistas dos títulos de 1985 e 1986).
O Peugeot 306 Maxi (Kit Car) apresentou-se em 1998 sem grandes evoluções relativamente ao ano anterior, isto porque a Peugeot estava já concentrada no desenvolvimento do 206 WRC. Assim os resultados no mundial de ralis foram um pouco inferiores aos alcançados anteriormente (em 1997 tinham obtido dois terceiros lugares).
O Peugeot 306 Maxi, de tracção dianteira, dispunha de um motor de 4 cilindros em linha, de 1998 cc e debitava 280 cv às 8800 rpm. A caixa de velocidades era uma X-Trac de sete mudanças, que substituiu a de 6 velocidades utilizada em 1996.
A verdade é que este ágil veículo chegou a ameaçar os carros de tracção integral (WRC), principalmente nos ralis de asfalto. Mas como em 1998 não houve desenvolvimento por parte da Peugeot, o 306 Maxi viu-se “ultrapassado” e a ameaça dos Kit Car esteve a cargo do Citroen Xsara Kit Car que chegou mesmo a vencer dois ralis em 1998.A miniatura apresentada é o Peugeot 306 Maxi de Gilles Panizzi (francês) no Rali de Monte Carlo de 1998. Gilles Panizzi foi apenas o 9º classificado, imediatamente à frente do seu compatriota e colega de equipa, François Delecour. Numa edição em que a neve esteve presente, como quase sempre, os 306 Maxi não puderam beneficiar das suas características excelentes para o asfalto.
Gilles Panizzi foi um piloto de ralis especialista em provas de asfalto, a prova disso são as 7 vitórias que constam no seu palmarés: todas em ralis de asfalto e sempre ao volante de um Peugeot 206 WRC: Volta à Córsega (2000 e 2002), Sanremo (2000, 2001 e 2002) e Catalunha (2002 e 2003). Panizzi também se sagrou campeão francês por duas vezes (1996 e 1997) com o Peugeot 306 Maxi. No Rali de Monte Carlo a melhor classificação que obteve foi o terceiro lugar em 2004 com um Mitsubishi Lancer WRC.