24 agosto 2009

Mitsubishi Lancer Evo VIII - A. Araújo - M. Ramalho (Rali de Portugal de 2005)

Esta miniatura pertence à colecção Os Nossos Campeões de Ralis.
Armindo Araújo, campeão nacional em 2003 e 2004, com o Citroen Saxo Kit Car, optou por correr em 2005 pela Mitsubishi. A adaptação de Armindo Araújo a um carro de tracção total foi planeada e conseguida de maneira a que as performances do piloto não se ressentissem.
O Rali de Portugal de 2005 foi encarado por Armindo Araújo com dois objectivos em mente: ser o melhor piloto português e obter o melhor resultado possível apesar de uma lista de inscritos com alguns pilotos de nomeada. Tais objectivos vieram a ser alcançados, juntado ainda o facto de conquistar o maior número de pontos para o campeonato nacional. A miniatura representa o Mitsubishi Lancer Evo VII de Armindo Araújo no Rali de Portugal de 2005. A prova correu bastante bem a Armindo Araújo: foi o terceiro da classificação geral, perdendo apenas para Daniel Carlsson e Mikko Hirvonen (ambos em Subaru), e foi o melhor piloto nacional. Com este resultado Armindo Araújo estava relançado para a reconquista do nacional de ralis em 2005, que efectivamente viria a vencer no final de 2005. Armindo Araújo conquistava assim pela terceira vez consecutiva o campeonato nacional: 2003 e 2004 pela Citroen e 2005 pela Mitsubishi.

19 agosto 2009

Citroen C2 S1600 - A. Lopes - J. Henriques (Rali de Portugal de 2005)

Esta miniatura pertence à colecção Os Nossos Campeões de Ralis.
Adruzilo Lopes regressou à Citroen em 2005 substituindo o campeão nacional de 2004, Armindo Araújo. No entanto este seu regresso à Citroen não correu da melhor forma para Adruzilo Lopes. O campeonato nacional acabaria mais uma vez nas “mãos” de Armindo Araújo, que agora tripulava um Mitsubishi Lancer.
No Rali de Portugal de 2005 Adruzilo Lopes esperava poder vir a discutir a vitória na classe S1600 mas muito cedo se viu fora de prova devido a um problema na caixa de velocidades no seu Citroen C2 S1600. Os vencedores do rali português foram Daniel Carlsson (Subaru), Daniel Sordo (espanhol) que venceu na classe S1600 com um Citroen C2 e Armindo Araújo (Mitsubishi), em terceiro lugar, foi o melhor piloto português. A miniatura representa o Citroen C2 S1600 de Adruzilo Lopes no Rali de Portugal de 2005. Tendo já conquistado três títulos de campeão nacional (1997, 1998 ambos com o Peugeot 306 Maxi e 2001 com o Peugeot 206 WRC), era esperado que Adruzilo Lopes fosse uma oposição mais forte a Armindo Araújo na revalidação do título, contudo o vice-campeão Europeu de 2001 foi infeliz neste seu regresso à equipa da Citroen.
Ver outro post sobre o Citroen C2 S1600.

12 agosto 2009

Renault Clio S1600 - P. Matos Chaves - N. R. Silva (Rali de Portugal de 2005)

Esta miniatura pertence à colecção Os Nossos Campeões de Ralis.
Tal como já tinha referido num anterior post sobre o Renault Clio S1600, este modelo foi utilizado um pouco por toda a Europa nos campeonatos nacionais. Em Portugal foi Pedro Matos Chaves que em 2005 se serviu do Clio S1600 para competir no Nacional de Ralis. Com um motor que debitava cerca de 220 cavalos, o Clio S1600 dispunha de uma caixa sequencial de seis velocidades. Em 2005 como o Rali de Portugal não fazia parte do Mundial a lista de inscritos não continha os nomes mais sonantes, Negritoe isso permitia a que os melhores pilotos portugueses sonhassem com a possibilidade de conquistar uma vitória, quer absoluta, quer nas categorias inferiores. No caso de Pedro Matos Chaves, que corria pela Renault Portuguesa, o seu objectivo era lutar pela vitória na categoria S1600. A prova não iria ser fácil para Pedro Matos Chaves que tinha como principais adversários Daniel Sordo (Citroen C2), Kosti Katajamaki (Suzuki Ignis), Adruzilo Lopes (Citroen C2), Miguel Campos (Peugeot 306) e ainda o seu colega de equipa José Pedro Fontes. Kosti Katajamaki, Adruzilo Lopes e Miguel Campos viriam a desistir deixando Sordo, Matos Chaves e Fontes na luta pela vitória entre os S1600. Contudo Daniel Sordo não deu quaisquer hipóteses aos pilotos dos Renault Clio S1600 e levou de vencida a prova na sua categoria. Pedro Matos Chaves acabou por perder também o segundo lugar para o seu colega de equipa, José Pedro Fontes, tendo terminado no terceiro lugar do seu escalão e no oitavo lugar da geral.
A miniatura representa o Renault Clio S1600 de Pedro Matos Chaves no Rali de Portugal de 2005.

07 agosto 2009

Renault Clio Maxi - J. Ragnotti - G. Thimonier (Rali de Monte Carlo de 1995)

Esta miniatura pertence à colecção Rallye Monte Carlo – Os Carros Míticos (fasc. nº 18).
O francês Jean Ragnotti, piloto fiel à Renault, participou no Rali de Monte Carlo de 1995 com aquele que foi o primeiro modelo dos Kit Car: o Renault Clio Maxi.
A categoria dos Kit Car nasceu da vontade de algumas marcas (neste caso foi a Renault que demonstrou essa vontade) participarem no Mundial de Ralis mas numa categoria com custos inferiores. Isto permitiu a marcas como a Renault, Peugeot e Citroen criarem modelos que fossem competitivos nos respectivos campeonatos nacionais e cujo custo fosse acessível também para os pilotos privados.
De modo que a Renault foi a primeira marca a lançar o primeiro carro com as características dos Kit Car: basicamente eram veículos com motor sem turbocompressor, de 2 litros e sem transmissão integral. Assim nascia o Renault Clio Maxi.
A Renault mais uma vez criava um carro de ralis pequeno, competitivo e fiável. O Clio Maxi foi criado a partir da base do modelo Clio Williams, que já tinha na sua génese uma preparação desportiva. O Clio Maxi, desenvolvido pela Renault Sport, dispunha de um motor de 2 litros que podia debitar cerca de 270 cv de potência às 8400 rpm. A transmissão era dianteria e podia utilizar uma caixa de 6 ou 7 velocidades da Hewland. Apesar de a sua base ser a do Williams o Clio Maxi revelou-se bem mais difícil de conduzir visto que não eram tão equilibrado como o Williams.
A estreia do Clio Maxi aconteceu em 1995 no Monte Carlo com Jean Ragnotti e Phillipe Bugalski. As prestações do Clio Maxi foram bastante favoráveis, tendo Jean Ragnotti terminado num excelente sétimo lugar da classificação geral e primeiro da sua categoria. Já Bugalski não teve tanta sorte uma vez que foi forçado a desistir devido a uma saída de estrada. O Renault Clio Maxi apenas foi utilizado neste ano de 1995 pela equipa oficial da Renault mas os pilotos privados continuaram a utilizá-lo um pouco por toda a Europa.
Mais informações sobre o Campeonato do Mundo de Ralis de 1995: aqui I, aqui II, aqui III e aqui IV.
No final do ano a Renault já tinha preparado outro modelo para substituir o Clio Maxi: o Renault Maxi Megane.
Esta miniatura representa o Renault Clio Maxi conduzido por Jean Ragnotti no Rali de Monte Carlo de 1995.
Nota: ver também os seguintes posts:
- Renault 5 Alpine
- Renault 5 Turbo
- Renault 5 Maxi Turbo

03 agosto 2009

Ferrari 312B3-74 - Niki Lauda (1974)

Esta miniatura é da marca Ixo.
A série dos Ferrari 312B, no inicio dos anos setenta (70 a 74), teve várias versões: 312B, 312B2 e 312B3.
Com este modelo a Ferrari, que já não vencia o campeonato desde John Surtees em 1964, esteve perto de o voltar a conseguir em duas ocasiões: em 1970 e em 1971. Nos dois anos seguintes a Ferrari foi perdendo competitividade ao ponto de 1973 ter sido um dos piores anos da equipa até então. A Ferrari tinha sido adquirida pela Fiat e algumas alterações foram feitas de modo a inverter esta situação. Duas das principais modificações foram: a retida da Ferrari das outras competições, concentrando-se apenas na Formula 1; e a entrada de Luca de Montezemolo como director de equipa e que determinou o regresso do director técnico Mauro Forghieri. O ano de 1973 correu mal mas já se tinham dados os primeiros passos para voltar ao sucesso. Jacky Ickx (belga) e Arturo Merzario (italiano), pilotos da Ferrari em 1973, deixaram a equipa e foram contratados Clay Regazzoni (o suíço regressava à Ferrari, ex-BRM) e Niki Lauda (um jovem piloto austríaco, ex-BRM). Com uma equipa nova, mais motivada, liderada pelo jovem Luca de Montezemolo, a Ferrari teve em 1974 um prenuncio das conquistas que se seguiram entre os anos de 1975 a 1979 (4 títulos de construtores e 3 de pilotos).
Apesar do Ferrari de 1974 ter também a designação de 312B3, igual ao de 1973 (a distinção é feita acrescentando “74” ou seja 312B3-74), visualmente é bastante diferente do anterior. Contudo a base é a mesma, o que impediu a Mauro Forghieri de aplicar a correcta distribuição de massas que iria influenciar o comportamento do carro, sendo que a caixa de velocidades (convencional) foi colocada longitudinalmente atrás do diferencial. Ainda assim o Ferrari 312B3-74 apresentava melhorias significativas que foram traduzidas em resultados: se as vitórias foram “apenas” 3, já nas pole-positions o resultado foi a conquista de 10 pole-positions, (Niki Lauda estabeleceu na época o recorde de 9 pole-positions numa só temporada), e 6 melhores voltas.
No ano seguinte (1975) com a concepção de um novo carro o problema da distribuição de massas foi resolvido com a caixa de velocidades transversal, permitindo uma concentração de massas mais correcta e mais próxima do centro de gravidade: nascia assim o Ferrari 312T (T de Tranversale). No entanto a Ferrari ainda utilizou o 312B3-74 nos dois primeiros GP's de 1975 enquanto se preparava o novo Ferrari 312T.
Na temporada de 1974, após um ano sem vitórias, a Ferrari voltou a ver os seus carros no lugar mais alto do pódio: Niki Lauda venceu pela primeira vez na Formula 1 no GP de Espanha tendo vencido ainda o GP da Holanda. O seu colega de equipa, Clay Regazzoni, venceu apenas um GP, o da Alemanha, disputado no circuito de Nurburgring. Apesar de neste ano os dois títulos terem escapado à Ferrari, ainda devido a alguns erros dos pilotos e quebras mecânicas, os resultados foram positivos e motivadores para os anos que se seguiram. Clay Regazzoni lutou com Emerson Fittipaldi (brasileiro) até ao último GP do ano mas o título foi para o brasileiro da McLaren. A Ferrari também terminou em segundo lugar atrás da McLaren, que se sagrava campeã. A miniatura apresentada é o Ferrari 312B3-74 de Niki Lauda e é produzida pela Ixo com a chancela da Model-Car. Está mencionado na base da miniatura que se refere ao GP da Alemanha de 1974. Niki Lauda desistiu no início da prova germânica mas o seu colega de equipa, Clay Regazzoni, venceu a prova.

Os pilotos do Ferrari 312B3-74 em 1974 foram: Clay Regazzoni #11 e Niki Lauda #12.
Vitórias: 3 (C. Regazzoni: 1; N. Lauda: 2)
Pole-position: 10 (C. Regazzoni: 1; N. Lauda: 9)
Melhor volta: 6 (C. Regazzoni: 3; N. Lauda: 3)