23 julho 2009

Ford Sierra Cosworth 4x4 - F. Delecour - D. Grataloup (Rali de Monte Carlo de 1992)

Esta miniatura pertence à colecção Rallye Monte-Carlo – Os Carros Míticos (fasc. nº 17).
Um ano após a estreia no Rali de Monte Carlo de 1991, o Ford Sierra Cosworth 4x4 voltou a estar presente na edição de 1992 do mítico rali. A equipa Ford reforçou-se com a contratação do piloto italiano Miki Biasion, e manteve o piloto francês François Delecour. Se um azar mecânico retirou a vitória em 1991 ao Sierra, neste ano as coisas não correram melhor para a equipa Ford. Miki Biasion teve problemas vários problemas (no diferencial, turbocompressor e na direcção) que não lhe permitiram ir além do oitavo lugar final. Por sua vez, François Delecour, também com problemas no turbo, apenas conseguiu terminar na quarta posição. A concorrência continuava forte e mais fiável que o Sierra; a Lancia e a Toyota continuavam a dominar o panorama dos ralis.
Apesar das boas prestações o Sierra Cosworth 4x4 não chegou a vencer nenhuma prova do mundial (o Sierra RS Cosworth de tracção traseira venceu uma prova, a Volta à Córsega de 1988). No final do campeonato de 1992 a Ford ficava na quarta posição, enquanto Biasion e Delecour eram quartos e sextos, respectivamente. Esta foi a última temporada do Sierra Cosworth 4x4, onde alcançou dois segundos lugares (Biasion em Portugal e Delecour na Córsega) e dois terceiros lugares (Biasion na Grécia e Delecour no San Remo).
A miniatura representa o Ford Sierra Cosworth 4x4 com o qual François Delecour terminou na 4ª posição o Rali de Monte Carlo de 1992. Chamo à atenção do facto de a miniatura vir com o seguinte pormenor: as rodas e o Ford estão “sujos” com neve. Esse pormenor de qualidade, que com os cintos nos bancos, representam uma evolução em relação ao anterior Ford Sierra Cosworth 4x4 de 1991 (também da Altaya –RallyCar Collection).

François Delecour nasceu a 29 de Agosto de 1962 na França. A sua carreira nos ralis teve início em 1981 ao volante de um Autobianchi A112. Apesar de ter passado por várias equipas, como a Ford, Mitsubishi e Peugeot, Delecour apenas conseguiu vencer 4 ralis: a sua primeira vitória foi em Portugal (1993) com o Ford Escort, nesse ano ainda venceu na Catalunha e na Córsega; 1993 foi o seu melhor ano da carreira tendo terminado o campeonato na segunda posição. Em 1994, ainda na Ford, venceu no Monte Carlo (foi a sua 4ª e última vitória no WRC). Em 1999 ainda fez parte da equipa Peugeot que com os novos 206 WRC dominaram durante 3 anos mas Delecour não beneficiou disso e acabou mesmo por se envolver em intrigas internas com Gilles Panizzi, seu colega de equipa, durante o ano de 2000; esses acontecimentos precipitaram a sua saída da Peugeot. Delecour foi um piloto com grande qualidade mas não conseguiu vencer mais nenhum rali até ao final da sua carreira, que aconteceu em 2002.

16 julho 2009

Audi Quattro Sport - W. Rohrl - C. Geistdorfer (Rali de Monte Carlo de 1985)

Esta miniatura pertence à colecção Rallye Monte-Carlo – Os Carros Míticos (Fasc. nº 14).
Hoje relembro o Audi Quattro Sport, que anteriormente já foi tema de um post aqui no Quatro Rodinhas.
O Audi Quattro Sport estreou-se na Volta à Córsega de 1984 contudo Walter Rohrl (alemão) foi obrigado a desistir com problemas no motor. Apesar das melhorias em relação ao modelo anterior, o Audi Quattro Sport revelou-se pouco fiável. As diferenças mais significativas entre os dois modelos eram: uma menor distancia entre eixos e uma maior largura, o que o significava maior agilidade nas provas com curvas lentas. O motor também sofreu algumas alterações que levaram a um aumento da potência gerada, que passou dos 370 cv para os 410 cv. A caixa de seis velocidades procurava aproveitar melhor a curva de binário útil disponível. O Audi Quattro Sport impressionava pela seu poder de aceleração o que o tornava num dos carros mais difíceis de pilotar.
A única vitória do Audi Quattro Sport aconteceu no Rali da Costa do Marfim de 1984 com Stig Blomqvist (sueco), que se sagraria campeão no final do campeonato. A equipa Audi ainda iniciou a época de 1985 com este modelo mas não voltou a vencer outro rali. Sensivelmente a meio do campeonato estreou o Audi Quattro Sport S1 (uma verdadeira bomba na época) mas o Peugeot 205 T16 revelava-se já inalcançável. A miniatura apresentada é o Audi Quattro Sport com o qual Walter Rorhl disputou o Rali de Monte de Carlo de 1985. O piloto alemão não conseguiu fazer face ao Peugeot 205 T16 de Ari Vatanen (finlandês) e acabou por ficar em segundo lugar.
Esta miniatura apresenta algumas melhorias em relação à anterior: interiores com cintos; os piscas não são pintados; os farolins traseiros estão mais detalhados; antena; e pormenor nas jantes. Por outro lado os pneus não dispõem da marca Michelin.Walter Rorhl a 7 nasceu a de Março de 1947 na Alemanha. É considerado por muitos dos adeptos que o viram correr como o melhor piloto de ralis de sempre e isto apesar de apenas ter vencido 14 ralis. A sua primeira vitória foi no Rali da Acrópole de 1975 num Opel Ascona. A última vitória foi em 1985 com o Audi Quattro Sport S1 no Rali de San Remo. Rorhl sagrou-se Campeão do Mundo de Ralis em 1980 (Fiat 131 Abarth) e 1982 (Opel Ascona 400). Venceu por quatro vezes o Rali de Monte Carlo com quatro carros diferentes: em 1980 com o Fiat 131 Abarth; em 1982 com o Opel Ascona 400; em 1983 com o Lancia 037 e em 1984 com o Audi Quattro. Abandonou os ralis em 1987.

12 julho 2009

Porsche 911 SC - G. Fréquelin - J.-F. Fauchile (Rali de Monte Carlo de 1982)


Esta miniatura pertence à colecção Rallye Monte-Carlo – Os Carros Míticos (fasc. nº 5).
Em 1982 a vitória da Porsche (Jean-Pierre Nicolas num 911 Carrera RS) no Monte Carlo 4 anos antes ainda estava na memória de muita gente e havia alguma esperança que os Porsche 911 SC pudessem causar alguma surpresa na concorrência. Mas haveriam de se debater com um adversário de peso que dominava os ralis: o Audi Quattro.
O Porsche 911 SC dispunha de um motor de 3.0 litros (2994 cc) que debitava 300 cavalos de potência às 8200 rotações. Era potente mas pouco resistente nas estradas de mau piso dos ralis. Por outro lado adaptava-se muito bem aos ralis disputados em asfalto. A prova disso foi a vitória de Jean-Luc Thérier (francês) na Volta à Córsega de 1980 num Porsche 911 SC.
O envolvimento da Porsche nos ralis foi sempre feito através das equipas privadas e este ano de 1982 não foi diferente. O Rali de Monte Carlos de 1982 tive a participação de dois Porsche 911 SC cuja preparação este a cargo dos irmãos franceses Almeras. Guy Fréquelin e Jean-Luc Thérier foram os dois pilotos franceses que disputaram o rali monegasco com os 911 SC. Tanto Fréquilin como Thérier lutaram pelas primeiras posições contra os Audi de Michelle Mouton (francesa) e Hannu Mikkola (finlandês) e o Opel de Walter Rohrl (alemão). Contudo o vencedor acabou por ser Walter Rohrl num Opel Ascona 400 graças a algumas contrariedades sofridas pelos pilotos da Audi. No diz respeito aos pilotos dos Porsche, tanto Thérier como Fréquelin realizaram provas bastante interessantes, chegando mesmo a vencer algumas especiais. Thérier terminou num excelente terceiro lugar enquanto Fréquelin terminava em quarto, após ter recuperado de uma penalização de 12 minutos por ter reparado a bomba de gasolina.
Esta miniatura representa o Porsche 911 SC com o qual Guy Fréquelin conseguiu o quarto lugar no Rali de Monte Carlo de 1982.

Guy Fréquelin nasceu a 2 de Abril de 1945 em França. A sua carreira teve início a meio da década de sessenta. A carreira no Mundial de Ralis prolongou-se até 1987. Apenas conseguiu uma vitória (Rali da Argentina de 1981 num Talbot), contudo obteve vários pódios. O seu melhor ano foi precisamente o ano de 1981 tendo sido vice-campeão. No ano seguinte também ficou em segundo lugar no Europeu de Ralis. Guy Fréquelin foi campeão francês de ralis em três ocasiões: 1977 (Renault-Alpine A310), 1983 e 1985 (Opel Manta 400). Em 1988 sagrou-se campeão francês de Rallycross com o Peugeot 215 T16. É de salientar que Guy Fréquelin conta na sua carreira com algumas participações nas 24 Horas de Le Mans: em 1977 e 1978 com o Alpine-Renault A442 e em 1981 num WM P79/80 Peugeot. O melhor resultado com alcançou foi o quarto lugar em 1978 com o A442.
Foi contudo, depois da carreira de piloto, que Fréquelin alcançou os maiores sucessos da sua vida. Como chefe da equipa Citroen Sport, conquistou 3 títulos de construtores (2003 a 2005) e 4 de pilotos (2004 a 2007 com Sébastien Loeb). No final de 2007 Fréquelin decidiu que estava na altura de se retirar e deixou a chefia da equipa Citroen Sport.

08 julho 2009

Ferrari 330 P4 (1967)

Esta miniatura pertence à colecção Ferrari – O Mito.
A colecção é composta por 20 miniaturas Ferrari, saiu aos sábados com os jornais Diário de Notícias e O Jogo. O texto que vou publicar foi retirado do fascículo nº 8 que acompanha a miniatura:

Modelo Ferrari 330 P4 – Ano 1967
Baixíssimo, com uma carroçaria que parece moldada sobre rodas, o 330 P4 é o próprio símbolo do domínio da Ferrari nas corridas de resistência dos anos Sessenta. Foi este mesmo Vermelho que humilhou a concorrência com a famosa chegada em parada nas 24 Horas de Daytona: os três carros cortaram a meta em paralelo, uma ideia genial do então director desportivo Franco Lini. Em nome da verdade, deve dizer-se que o 330 P4 é esteticamente muito parecido com o 330 P3, como testemunho da subtil e continua evolução a que Enzo Ferrari submetia todos os seus carros de corrida. O P4 de 1967 apresentava no entanto uma grande novidade, um motor V12 ainda mais potente graças às três válvulas por cilindro e à alimentação com o sistema de injecção Lucas. Em relação ao 330 P3, o chassis era ligeiramente mais curto e possuía suspensões novas que melhoravam o desempenho. O motor alcançava os 3.967,44 cc e debitava 450 cv, ao passo que suspensões eram em quadriláteros deformáveis, muito sofisticadas para a época.

O Projecto Estilístico
É apenas um pequeno spoiler ascendente mas o suficiente para dar uma maior estabilidade a alta velocidade e melhorar o coeficiente aerodinâmico.
Imediatamente a seguir à minúscula porta foi projectada uma gigantesca entrada de ar que permitia ao grande motor 12 cilindros respirar melhor.
Eis as saídas de ar no capot: permitiam a saída rápida do ar logo após o arrefecimento dos radiadores.
O nariz arredondado tinha um defeito: tinha tendência a aligeirar a direcção a velocidades muito elevadas. Bastou acrescentar estes pequenos “bigodes” para que o problema ficasse resolvido.
In fascículo nº 8.

02 julho 2009

Ferrari 275 GTB (1964)

Esta miniatura pertence à colecção Ferrari – O Mito.
A colecção é composta por 20 miniaturas Ferrari, saiu aos sábados com os jornais Diário de Notícias e O Jogo. O texto que vou publicar foi retirado do fascículo nº 4 que acompanha a miniatura:

Modelo Ferrari 275 GTB – Ano 1964
Era tão belo que o próprio Pinin, fundador da Pininfarina, se apaixonou por ele e depois de o desenhar escolheu-o para seu carro pessoal. Difícil criticar o genial designer: o 275 GTB com o seu nariz muito comprido, a traseira plana e uma proporção de formas praticamente perfeita, era de facto uma verdadeira obra-prima que nos anos Sessenta provocou um grande furor e se tornou um sucesso imediato: em apenas um ano foram vendidas 250 unidades, um recorde. Mas o 275 GTB não era só design: neste carro estreou-se, pela primeira vez na Ferrari, a suspensão traseira independente e a caixa de 5 velocidades, montadas no eixo traseiro para uma melhor distribuição de massas. O motor era um 12 cilindros em V de 280 cv. Em 1966 chega a verdadeira e autentica segunda série, com o eixo de transmissão instalado num tubo rígido, de modo a alinhar na perfeição o motor e a ponte traseira e um novo nariz, mais fino e recto: o 275 GTB fica ainda bonito e são produzidos (entre a primeira e a segunda série) no seu conjunto 450 unidades.

O Projecto Estilístico
Na traseira do 275 GTB havia um pequeno spoiler interno com a forma de baú: tinha por função oferecer maior estabilidade a altas velocidades. De facto, o 275 GTB podia atingir os 260 km/h.
(As entradas de ar lateriasi) Lembram as guerlas de um tubarão: uma pequena obra-prima de Pininfarina que ofereceu ao 275 GTB uma agressividade desconhecida dos seus adversários.
A segunda série do 275 GTB é caracterizada por uma grande bossa no capôt do motor, um pormenor que torna o carro ainda mais agressivo.
O grande farol blindado possibilitou construir um nariz mais comprido sem prejudicar a aerodinâmica do carro.
In fascículo nº 4.