30 abril 2009

Citroen Saxo Kit Car - A. Araújo - M. Ramalho (Rali de Portugal de 2003)

Esta miniatura pertence à colecção Os Nossos Campeões de Ralis.
Em 2003 o Rali de Portugal contou apenas para o Campeonato Nacional de Rali, que foi integrado no centésimo aniversário do Automóvel Clube de Portugal. Paralelamente a esta comemoração foi criado outro rali, o “Rali Centenário”, que viria a ser vencido pelo piloto finlandês Juha Kankkunen em Toyota Corolla WRC. O Rali de Portugal de 2003 tinha como principais candidatos à vitória os pilotos nacionais: Armindo Araújo, Pedro Leal e Gustavo Louro. Estes eram também os pilotos favoritos à conquista do campeonato nacional. Inicialmente pensou-se que Armindo Araújo num Citroen Saxo Kit Car estaria em desvantagem face aos carros de quatro rodas motrizes de Pedro Leal e Gustavo Louro. No entanto no decorrer do Rali de Portugal, Armindo Araújo dissipou todas dúvidas sobre a sua real qualidade e levou de vencido os seus adversários ao impor o seu Saxo Kit Car de apenas duas rodas motrizes. Se na primeira etapa, disputada ainda em pisos secos, foi dominada por Araújo, pensou-se que com a lama na segunda etapa, o seu Citroen iria ter maiores dificuldades em acompanhar o andamento dos carros de tracção total. Mas tal não se veio a verificar e Araújo logrou obter uma vitória que lhe abria excelentes perspectivas para o resto do campeonato nacional no que concerne à conquista do título.
A miniatura representa o Citroen Saxo Kit Car de Armindo Araújo no Rali de Portugal de 2003.

26 abril 2009

Peugeot 206 WRC - M. Campos - C. Magalhães (Rali Mille Miglia de 2003)

Esta miniatura pertence à colecção RallyCar Collection.
O piloto português de ralis, Miguel Campos, foi um dos principais protagonistas no Campeonato Europeu de Ralis de 2003. No final do campeonato Miguel Campos sagrava-se vice-campeão europeu de ralis com os mesmos pontos que o campeão, Bruno Thiry (belga). Thiry venceu o campeonato porque obteve mais vitórias (5) que Miguel Campos (4).
Contudo a sua caminhada teve início no Mille Miglia, que era o primeiro rali do Campeonato Europeu. O principal candidato à vitória era o belga Bruno Thiry em Peugeot 206 WRC. Mas como Miguel Campos também dispunha de um Peugeot 206 WRC poderia ainda esperar alcançar uma boa classificação. O rali iniciou com alguns contratempos para Miguel Campos e ao logo da prova o piloto português teve que se empenhar a fundo para recuperar o tempo perdido.
Entretanto o principal candidato, Bruno Thiry, desistiu e Campos chegou ao último dia na segunda posição a quase um minuto de distância do primeiro lugar, Luca Pedersoli (italiano) num Peugeot 306 Kit Car. No inicio do último dia do rali, Campos ainda perde mais alguns segundos ao embater num rail de segurança. Mas depois disso passou ao ataque e foi obtendo os melhores tempos nos troços até conseguir chegar à vitória, com uma vantagem de 22 segundos sobre Pedersoli. A vitória de Miguel Campos na Mille Miglia significou também a primeira vitória de um piloto não italiano na história deste rali.
A miniatura que apresento representa o Peugeot 206 WRC com o qual Miguel Campos venceu o Rali Mille Miglia de 2003.

20 abril 2009

Skoda Fabia WRC - D. Auriol - D. Giraudet (Volta à Córsega de 2003)

Esta miniatura pertence à colecção RallyCar Collection.
O Skoda Fabia foi apresentado no Frankfurt Motor Show em Setembro de 1999 e vinha substituir o Skoda Felicia. Este modelo da Skoda utilizava a mesma plataforma do Volkswagen Polo Mk IV e Seat Ibiza. A primeira geração do Fabia esteve em produção até 2007, ano em que foi lançada o novo Fabia.
A Skoda aproveitou o Fabia para ser utilizado nos ralis, substituindo assim o Octavia WRC que já se encontrava esgotado face aos seus adversários nos ralis. O Fabia parecia ter todas as características necessárias (mais pequeno e leve) para ser bem sucedido no WRC ou pelo menos obter melhores resultados que o Octavia, que era um carro de grandes dimensões e algo pesado em relação à concorrência. No entanto e quase incompreensivelmente, o Skoda Fabia WRC nunca alcançou resultados de relevo e na maior parte das vezes nunca se mostrou superior ao Octavia. Porquê?
Pesquisando na internet foi possível encontrar algumas justificações, ainda que nunca confirmadas, porque tal terá sucedido. Uma das razões apontadas para os fracos resultados foram os pilotos: o Skoda Fabia WRC estreou no Rali da Alemanha de 2003, a meio do campeonato, sendo utilizado pelos pilotos Toni Gardmeister (finlandês), que era considerado um piloto bastante regular, e Didier Auriol (francês), excelente piloto e ex-campeão mundial, mas que já se encontrava na fase descendente da sua carreira. No ano seguinte (2004) substituíram Auriol por Armin Schwarz (alemão) mas este também já não era propriamente um piloto jovem. Com tempo para desenvolver mais o Fabia apenas participaram em 7 provas, sem resultados significativos. Em 2005 substituíram Gardmeister e Schwarz por pilotos jovens mas de talento por confirmar. Mas houve um piloto francês Alex Bengué, perito no asfalto, que conseguiu ganhar algumas classificativas logo na sua primeira prova, no Monte Carlo de 2005! Outra razão para a fraca prestação do Fabia está ligada à política interna do Grupo Voklswagen, que começou com a substituição do chefe da Skoda. Por exemplo, pilotos de testes queixaram-se várias vezes de que eram impedidos de utilizar os seus “setups” quando o que o carro necessitava era de pequenos ajustes para se tornar muito bom. Outro exemplo: Colin McRae concordou em guiar para a Skoda no Rali da Austrália em 2005 mas apenas se pudesse utilizar os seus “setups”. McRae estava em 2º lugar quando a equipa decidiu efectuar uma simples e desnecessária mudança da caixa de velocidades que levou à desistência se ter excedido o tempo. Os fãs da Skoda dizem que esta desistência foi obra do director da equipa que não queria que o setup de McRae desse melhores resultados que o da equipa. Refiro que esta teoria não está confirmada. Para 2006, houve novamente alterações e a equipa Skoda passou a ser a semi-oficial Red Bull. Ao nível dos pilotos, não se compreende a razão da não manutenção de McRae e Bengué, bem como não se percebeu porque é que se convidou o piloto Harri Rovampera, especialista em pisos de gravilha, para guiar na Volta à Córsega, prova de asfalto, e depois não lhe dão um carro para guiar no rali da Finlândia. Mais algumas histórias são referidas que deixam no ar sérias dúvidas e que nos levam a pensar que o Skoda Fabia WRC poderia ter tido outro desempenho no mundial de ralis. Em 2007, dois anos depois e num Fabia sem qualquer tipo de desenvolvimento desde 2005, um piloto privado terminou em 5º lugar no Rali da Alemanha. Outro piloto privado, também num Fabia, venceu algumas classificativas no Rali da Noruega de 2009. Como é possível que isto tenha acontecido? In
http://www.rallye-info.com/carspecs.asp?car=369
Esta miniatura representa o Skoda Fabia WRC que Didier Auriol utilizou na Volta à Córsega de 2003.

Continuação do Campeonato do Mundo de Ralis de 2003
No Rali de San Remo o piloto francês Sebástian Loeb (Citroen) dominou a prova completamente e somou nova vitória às duas que já tinha. Gilles Panizzi (Peugeot), o outro francês especialista em asfalto, foi impotente para contrariar o domínio do seu compatriota e terminou na segunda posição. O terceiro classificado foi o estónio Markko Martin em Ford. A Hyundai já não participou no rali italiano e abandonou a competição por falta de orçamento.
A Volta à Córsega deste ano ficou marcada pela chuva e foi uma prova onde os pneus Pirelli se mostraram superiores. Peter Solberg (norueguês) impôs o seu Subaru equipado com os Pirelli e obteve uma “saborosa” vitória, beneficiando da desistência de Loeb. O espanhol Carlos Sainz (Citroen) ficou com a segunda posição, ultrapassando o francês François Duval (Ford) na última classificativa.
O Rali da Catalunha foi uma prova cheia de incidentes que motivaram várias alterações na liderança. Loeb foi um dos primeiros líderes mas errou nas afinações do carro e foi ultrapassado. Sainz também liderou mas problemas no motor impediram o espanhol de lutar pela vitória. Na terceira etapa a chuva apareceu e com Loeb a errar nos pneus, Panizzi não deixou de aproveitar toda esta sequência de acontecimentos para segurar uma vitória no rali espanhol. Loeb foi o segundo e Martin, que sofreu com alguns problemas nos travões, foi o terceiro. Solberg foi o quinto, Sainz o sétimo e Richard Burns (Peugeot) desistiu, foi a sua última prova na carreira.
A uma prova do final do campeonato havia 4 candidatos ao título: Loeb e Sainz com 62 pontos, Solberb com 62 pontos e Burns com 58 pontos. O inglês Richard Burns não iria poder participar no RAC porque lhe foi diagnosticado um tumor cerebral. Burns lutou pela vida durante os dois anos seguintes mas infelizmente acabou por falecer.
Assim os três pilotos lutaram pela vitória no RAC e quem vencesse sagrava-se campeão. Loeb e Solberg disputaram a liderança enquanto Sainz, atrasado, teve que arriscar para se manter na luta pela vitória. Contudo o espanhol não foi feliz e acabou por desistir. Solberg acabou por vencer o rali e o mundial quando o chefe da Citroen, Guy Fréquelin, pediu a Loeb para terminar a todo o custo e assim conquistar o título de marcas. Peter Solberg sagrou-se campeão com 72 pontos (4 vitórias) seguido de Loeb com 71 pontos (3 vitórias). A Citroen venceu o seu primeiro mundial com 160 pontos (4 vitórias), a Peugeot ficou em segundo com 145 pontos (4 vitórias), a Subaru em terceiro com 109 pontos (4 vitórias) e a Ford em quarto com 93 pontos (2 vitórias).

15 abril 2009

Ford Focus WRC - M. Martin - M. Park (Rali dos Mil Lagos de 2003)

Esta miniatura é da marca Vitesse.
Em 2003 o Ford Focus WRC já contava com quatro anos de existência e apesar de ao longo desses anos ter sofrido melhoramentos ao nível da mecânica, no aspecto exterior mantinha-se quase inalterado. Nesse ano a Ford ainda utilizou o “velho” Focus WRC nas 3 primeiras provas mas à quarta prova (Rali da Nova Zelândia) do Campeonato Mundial de Ralis a Ford estreou uma nova versão do Focus WRC.
Radicalmente diferente dos anteriores, o novo Focus WRC destacava-se pelo seu aspecto aerodinâmico que era finalmente alterado: com uma carroçaria mais leve, era visível a alteração, onde se notava um pára-choques mais agressivo e saliente e um aileron traseiro de maiores dimensões.
Ao nível mecânico, o novo Focus WRC também sofreu melhoramentos de modo a aumentar as suas performances e fiabilidade.
Apesar de a Ford ter prescindo de pilotos de nomeada nesse ano, o novo Focus WRC mostrava que a equipa apostava forte no novo carro para enfrentar adversários cada vez mais fortes: Peugeot, Citroen e Subaru.
A sua estreia não foi muito boa, uma vez que desistiu, mas deixou boas indicações para o futuro. A primeira vitória do novo Focus WRC surgiu ainda nesse ano no Rali da Acrópole, com Markko Martin (estónio), que ainda venceria um segundo rali, na Finlândia.
Esta miniatura representa o Ford Forcus WRC com o qual Markko Martin venceu o Rali dos Mil Lagos de 2003. Esta bela miniatura está bem detalhada, sendo de destacar o pormenor de ter o piloto e o co-piloto, bem como o facto de o capôt abrir mostrando o motor. Uma miniatura de boa qualidade por parte da Vitesse.

Continuação do Campeonato do Mundo de Ralis de 2003
Foi no Rali da Alemanha que se verificou a menor diferença entre os dois primeiros: num excelente rali, Sebástian Loeb (francês) da Citroen e Marcus Gronholm (finlandês) da Peugeot protagonizaram um fantástico duelo na luta pela vitória no rali. Sendo este um rali disputado em asfalto esperava-se que o francês Gilles Panizzi (Peugeot) especialista neste tipo de piso, dominasse mas tal não veio a acontecer. Markko Martin chegou a ser líder mas problemas na caixa de velocidades do seu novo Focus não lhe permitiram uma melhor classificação (5º). No final a sorte sorriu a Loeb que conseguiu bater Gronholm por apenas 3 segundos. Loeb vencia novamente um rali, após a sua vitória inaugural no Monte Carlo. Richard Burns (inglês) conseguiu levar o seu Peugeot ao terceiro lugar. De salientar que a Skoda estreou neste rali o seu novo carro: o Skoda Fabia WRC.
No Rali da Finlândia Marcus Gronholm voltou a ser um dos protagonistas na discussão pela vitória e, tal como na Alemanha, voltou a perder o rali, mas o resultado foi ainda pior uma vez que desistiu, depois de ter lutado segundo a segundo com Markko Martin (estónio), da Ford. Sem a pressão de Gronholm, na segunda e terceira etapa Martin conseguiu controlar os seus adversários e averbou a sua segunda vitória na carreira e na presente temporada. Nos restantes lugares do pódio, Peter Solberg (norueguês), da Subaru, ficou em segundo e Richard Burns, que ficou a apenas a 1,1 segundo de Solberg, repetiu o terceiro lugar do Rali da Alemanha. Foi a primeira vez, desde 1992, que o vencedor do Mil Lagos não era um piloto finlandês. Aliás, o primeiro piloto finlandês na classificação foi Tommi Makinen, apenas em sexto lugar.
O Rali da Austrália foi outra prova que se disputou ao segundo, desta vez entre Peter Solberg e Sebástian Loeb. No entanto a chuva baralhou um pouco as contas aos pilotos e os pneus assumiram uma maior relevância na luta pela vitória. Efectivamente, a maior eficácia dos pneus Pirelli, que equipavam os Subaru, foi preponderante nos últimos troços permitindo que Solberg batesse Loeb por apenas 26 segundos. Richard Burns foi, pela terceira vez consecutiva, o terceiro classificado, posição que lhe permitiu manter a liderança no campeonato com 55 pontos, seguido de Solberg e Sainz ambos com 48 pontos e de Loeb com 45 pontos. A quatro provas do fim o campeonato mantinha-se aberto e emocionante, Solberg tinha efectuado uma excelente recuperação e tudo indicava que estes quatro pilotos iriam discutir o título até ao fim.
(continua)

11 abril 2009

Renault Clio S1600 - B. Tirabassi - J.J. Renucci (Rali da Acrópole de 2003)

Esta miniatura pertence à colecção RallyCar Collection.
O Renault Clio S1600 era um carro fiável e competitivo que permitiu a Brice Tirabassi conquistar o título do Mundial Júnior de 2003 na sua categoria.
Desenvolvido pela Renault Sport Technologies, a partir da base do Clio 1.6 16V, o Clio S1600 entrou em competição em 2002 e serviu para muitos pilotos e equipas privadas competirem nos campeonatos nacionais e no Mundial Júnior.
O piloto francês, Brice Tirabassi, utilizou o Renault Clio S1600 em 2003, naquela que foi a sua primeira temporada no mundial, e logrou logo a conquista do título. A esta conquista, Brice Tirabassi juntou também algumas vitórias no campeonato francês de ralis.
No mundial de 2003 venceu no Monte Carlo, na Acrópole e na Catalunha, contudo há que ressalvar que o seu colega de equipa Simon Jean-Joseph foi sempre mais rápido que Tirabassi nesses três ralis mas como não pontuava para o Mundial Junior foi Brice Tirabassi quem venceu na categoria.
Esta miniatura representa o Renault Clio S1600 que Brice Tirabassi utilizou no Rali da Acrópole em 2003. Tirabassi terminou o rali na 17ª posição da geral mas foi o primeiro da categoria Júnior.

Continuação do Campeonato do Mundo de Ralis de 2003
No rali seguinte, na Argentina, Carlos Sainz (espanhol) mostrou que o Ford Focus era competitivo mas uma penalização de um minuto acabou por retirar a liderança do rali ao espanhol, beneficiando Marcus Gronholm (finlandês) e a Peugeot. Desse modo Gronholm aproveitou para somar a terceira vitória na temporada. Sainz terminou no segundo lugar e o inglês Richard Burns (Peugeot) foi o terceiro.
Foi no Rali da Acrópole que a hegemonia dos carros franceses terminou: os cinco primeiros ralis do ano tinham sido vencidos pela Peugeot e Citroen. O piloto estónio Markko Martin aproveitou muito bem as características do Ford Focus para vencer o sempre duro rali da Grécia. Nem o percalço que teve, Martin percorreu um troço vendo a estrada por um minúsculo buraco quando se abriu o capot dianteiro em pleno troço, o impediu de dar a Ford a primeira vitória da temporada. Carlos Sainz voltou a ser segundo classificado e o norueguês Peter Solberg (Subaru) foi o terceiro.
No Rali do Chipre, a meio do campeonato, Peter Solberg e a Subaru conseguem finalmente alcançar o lugar mais alto do pódio. Aproveitando as desistências de Gronholm e Burns, ambos em Peugeot, Solberg marcou o máximo de pontos possíveis para a sua recuperação na tabela classificativa, rumo à conquista do título. Harri Rovampera (finlandês) salvou a honra da Peugeot ao ficar em segundo, à frente de Sebastian Loeb (francês) em Citroen.
A meio do campeonato, Burns era primeiro com 37 pontos, seguido por Sainz com 36 pontos, Gronholm com 30 pontos e Solberg com 29 pontos. Nas marcas, a Peugeot liderava com 81 pontos seguida pela Citroen com 73 pontos.
(continua)

06 abril 2009

Subaru Impreza WRC - T. Makinen - K. Lindstrom (Rali da Nova Zelândia de 2003)

Esta miniatura pertence à colecção RallyCar Collection.
Em 2003 a Subaru já tinha vencido 3 títulos de marcas (1995, 1996 e 1997) e dois de pilotos (Colin McRae em 1995 e Richard Burns em 2001). Nesse ano já não contava com nenhum desses dois campeões na equipa mas tinha o multi-campeão Tommi Makinen (campeão de 1996 a 1999) para fazer equipa com o norueguês Petter Solberg.
Os primeiros ralis do ano foram fracos em resultados para os pilotos da Subaru: nos seis primeiros ralis apenas dois pódios. Mas a meio do campeonato os Subaru começaram a recuperar a desvantagem aproveitando os deslizes da concorrência. Curiosamente, ou talvez não, quando se esperava experiente Tommi Makinen assumisse a liderança dentro da equipa, foi precisamente Petter Solberg quem começou a apresentar resultados (vitórias) que o levaram à discussão do título de pilotos até à última prova. No RAC Solberg sagrou-se campeão ao vencer a prova britânica. A Subaru ficou em 3º lugar no campeonato de marcas (4 vitórias todas por Solberg). Tommi Makinen realizou uma temporada modesta ao serviço da Subaru, sendo apenas 8º com 30 pontos (um segundo lugar e um terceiro).
No final do ano Tommi Makinen retirou-se da competição depois de 16 anos no mundial de ralis, no seu palmarés levou 4 títulos de campeão (de 1996 a 1999 todos ao serviço da Mitsubishi) tendo obtido 24 vitórias.
A miniatura apresentada é o Subaru Impreza WRC de 2003 que Tommi Makinen utilizou no Rali da Nova Zelândia.

Continuação do Campeonato do Mundo de Ralis de 2003
Depois da má prestação no Rali de Monte Carlo, a Peugeot apareceu no Rali da Suécia disposta a apagar a má imagem e efectivamente Marcus Gronholm (finlandês) deu à Peugeot uma vitória sem contestação. Gronholm dominou completamente o rali e a concorrência. O domínio da Peugeot só não foi completo porque desistiram dois dos seus carros. Tommi Makinen (Subaru) ficou em segundo lugar e Richard Burns (Peugeot) foi o terceiro.
No duro Rali da Turquia Carlos Sainz (espanhol) obteve a sua 25ª vitória da carreira. Sainz foi o único piloto da Citroen capaz de lutar pela vitória mas foi o suficiente para a marca francesa obter a sua segunda vitória da temporada. No segundo lugar ficou Burns (Peugeot) e em terceiro ficou François Duval (francês) da Ford. Peter Solberg e Marcus Gronholm foram duas das muitas vítimas do duro rali.
O Rali da Nova Zelândia foi palco de nova vitória da Peugeot. Marcus Gronholm voltou ao lugar mais alto do pódio mas teve a oposição de Markko Martin (estónio) da Ford. Mas Martin não teve sorte e abandonou. Livre da oposição, Gronholm controlou Burns (Peugeot) e obteve outra vitória. Burns ficou em segundo lugar e Peter Solberg (Subaru) em terceiro. Tommi Makinen foi apenas 7º classificado. De realçar que neste rali a Mitsubishi reapareceu e obteve um sexto lugar por Alister McRae (escocês).
Ao fim de quatro ralis, Burns liderava a classificação, apesar de ainda não ter vencido. Por sua vez, a Peugeot liderava entre as marcas.
(continua)

03 abril 2009

Citroen Xsara WRC - S. Loeb - D. Elena (Rali de Monte Carlo de 2003)

Esta miniatura pertence à colecção RallyCar Collection.
Talvez a Citroen não soubesse mas, quando lançou o Xsara em 1997, estava a criar as bases essenciais para um dos maiores domínios da história dos ralis. Actualmente podemos dizer que o desenvolvimento do Citroen Xsara foi gradual e com passos certos. Primeiro surgiu o Xsara Kit Car, modelo de duas rodas motrizes que mostrou ser de uma eficácia tremenda nos ralis de asfalto: venceu provas do Campeonato do Mundo de Ralis e venceu o Campeonato de França em 1998, 1999 e 2001. Posteriormente, e por alterações do regulamento, o Xsara evoluiu para a categoria de WRC. Como a Citroen é uma marca do mesmo grupo da Peugeot, houve quem dentro do grupo não estivesse interessado em que as duas marcas lutassem entre si. Esta situação era algo semelhante ao que se viveu nos finais dos anos setenta entre a Lancia e a Fiat, duas marcas também do mesmo grupo que se enfrentaram nos ralis. Felizmente para o espectáculo dos ralis a Citroen continuou a desenvolver o Xsara e a Peugeot manteve-se também envolvida nos ralis.
O Citroen Xsara WRC surgiu em 1999 e foi sendo desenvolvido ao longo dos anos seguintes, tendo vencido o Campeonato de França em 2000. Quando em 2003 a Citroen decidiu fazer a temporada completa, o Xsara já tinha vencido algumas provas do mundial de ralis. Para esse ano a Citroen manteve o piloto francês Sébastian Loeb, talento descoberto nas formulas de promoção, e reforçou a equipa com a contratação de dois ex-campeões mundiais: o escocês Colin McRae e o espanhol Carlos Sainz, que tinha sido dispensados pela Ford devido a cortes orçamentais. Deste modo a Citroen lançava-se à conquista dos dois títulos: o de pilotos e o de marcas.
No final do campeonato, a Citroen batia a Peugeot na conquista pelo título de marcas mas deixava escapar o título de pilotos.
A miniatura apresentada representa o Citroen Xsara WRC de Sébastian Loeb no Rali de Monte Carlo de 2003.

Campeonato do Mundo de Ralis de 2003
Para este ano de 2003 houve algumas alterações nas equipas: a Ford contratou Markko Martin (estónio) e François Duval (belga) e dispensou Carlos Sainz e Colin McRae, que assinaram pela Citroen para fazerem equipa com Sébastian Loeb; Didier Auriol (francês) assinou pela Skoda para fazer equipa com Tony Grademeister (finlandês); a Peugeot apresentou Richard Burns (inglês), Marcus Gronholm (finlandês), Harri Rovanpera (finlandês) e Gilles Panizzi (francês); a Hyundai tinha Armin Schwarz (alemão) e Freddy Loix (belga); a Subaru alinhava com Tommi Makinen (finlandês) e Peter Solberg (norueguês). A Mitsubishi resolveu parar por um ano na tentativa de recuperar a competitividade perdida. Nos regulamentos, houve a alteração da pontuação, que agora passava a ser igual à da Formula 1: 10, 8, 6, 5, 4, 3, 2, 1.
No Rali de Monte Carlo a expectativa era grande porque se esperava um duelo intenso entre a Citroen e a Peugeot. Mas na verdade a Peugeot esteve muitos “furos” abaixo do que se esperava e o rali acabou ser dominado quase por completo pela Citroen. No início Gronholm (Peugeot) ainda foi líder mas uma saída de estrada afastou-o da primeira posição e Panizzi sofreu uma penalização que o condicionou para o resto da prova. Acabou por ser Burns a salvar a honra da Peugeot ao ficar em 5º lugar, atrás do Ford de Martin. Quanto aos restantes adversários não houve quem conseguisse impedir que os três primeiros lugares fossem conquistados pela Citroen: 1º Loeb, 2º McRae e 3º Sainz. A Citroen dificilmente teria um melhor início de campeonato.
(continua)