28 outubro 2008

Citroen Xsara WRC - J. Puras - M. Marti (Volta à Córsega de 2001)

Esta miniatura pertence à colecção 100 Anos de Desporto Automóvel.
Num post anterior falei no Citroen Xsara Kit Car e hoje vou falar um pouco no Citroen Xsara WRC.
Este modelo da Citroen, tal como o nome indica, nada mais é do que uma evolução do Xsara Kit Car. Essa evolução aconteceu porque em 1999 os regulamentos dos Kit Car foram alterados em virtude destes carros estarem a dar sinais de se tornarem ameaças aos WRC, principalmente o Citroen Xsara Kit Car que obteve duas vitórias nesse ano (Catalunha e Córsega). Assim, a Citroen optou por fazer evoluir o Xsara para o WRC. O Citroen Xsara foi adaptado aos regulamentos do WRC e os primeiros ensaios decorreram em Maio de 1999. A primeira vitória do Citroen Xsara WRC aconteceu em 2001 no Rali da Córsega, com o piloto espanhol Jesús Puras. Foi a primeira vitória do carro que viria a dominar o panorama internacional dos ralis durante vários anos. O sucesso do Citroen Xsara WRC foi enorme e está intimamente ligado a um nome: Sebastian Loeb, piloto francês, que em breve falarei.
Jesús Puras é um piloto espanhol, que nasceu a 16 de Março de 1963. É o segundo piloto espanhol, a seguir a Carlos Sainz, a vencer um rali do mundial. Começou a competir nos ralis em 1982 com um Renault 5, tendo passado por várias marcas ao longo dos anos. Jesús Puras venceu por 8 vezes o campeonato espanhol: 1990 (Lancia), 1992 (Lancia), 1995, 1997, 1998, 1999, 2000 e 2002 (sempre na Citroen). Em 1991 estreou-se no Mundial de Ralis com um Mazda. Em 1994 sagrou-se Campeão do Mundo do Grupo N com um Ford Escort. E em 2001 venceu a sua única prova do WRC com o Citroen Xsara WRC.
Deste modo, a miniatura de hoje é o Citroen Xsara WRC que Jesús Puras utilizou no Rali da Córsega de 2001, onde obteve a sua primeira e única vitória no WRC.

Continuação do Campeonato do Mundo de Ralis de 2001
O Rali da Córsega, tal como o anterior, foi uma prova para os especialistas no asfalto em que os protagonistas voltaram a ser os mesmos: os pilotos da Citroen e os da Peugeot. No entanto desta vez foi a equipa da Citroen que saiu da ilha da Córsega com a vitória na bagagem. O piloto espanhol Jesús Puras, da Citroen, soube defender-se muito bem dos ataques de Didier Auriol e de Gilles Panizi, ambos da Peugeot. Puras ficou muito cedo sozinho a lutar contra os dois pilotos da Peugeot, já que Peter Bugalski (Citroen) abandonou muito cedo o rali, mas conseguiu obter a sua primeira vitória no mundial e a primeira do Citroen Xsara WRC. Os dois pilotos da Peugeot classificaram-se logo a seguir ao Citroen de Puras, sendo Panizzi segundo e Auriol terceiro. Richard Burns (inglês) ao conseguir classificar o seu Subaru em quarto lugar beneficiou das más prestações dos seus adversários na luta pelo título: Makinen (Mitsubishi) e Sainz (Ford) abandonaram e McRae (escocês) não pontuou.
A duas provas do fim do campeonato haveríamos de assistir ao regresso do campeão em título, Marcus Gronholm (finlandês), às vitórias, que em muito contribuíram para a renovação do título de marcas pela Peugeot. Mais uma vez, no Rali da Austrália, jogou-se na táctica porque o piloto que sai-se na frente iria “limpar” a estrada para os que se seguiam. Mcrae, que era um dos candidatos à conquista do título, iria ser o primeiro a sair mas a Ford ordenou que François Delecour (francês), no terceiro Ford Focus, penaliza-se para que o francês o primeiro a sair para a estrada em vez do escocês. No entanto o francês acabou por sair de estrada e a estratégia da Ford não resultou. McRae acabou por cair para a 5ª posição no final do rali. A vitória foi de Gronholm, como disse em cima, Burns ficou em segundo lugar e Auriol repetiu o terceiro lugar, que vinha obtendo à dois ralis atrás. Com o segundo lugar, Burns partia para o RAC, última etapa do campeonato, a dois pontos de Makinen que era o primeiro da classificação, e a um ponto de McRae. No RAC esperava-se uma luta intensa entre estes três pilotos que ambicionavam a conquista do título, sendo que no caso de Burns seria o primeiro. O primeiro a ficar de fora foi Makinen, que ainda no inicio da prova, no segundo troço, viu a suspensão do seu carro ceder. Logo de seguida foi a vez de McRae, que se encarregou de se auto-eliminar, quando destruiu o seu Focu com um capotamento. Deste modo e com a concorrência directa fora de prova, Burns soube gerir da melhor forma a conquista dos pontos necessários para chegar ao título. Gronholm foi o vencedor, Rovampera ficou em segundo, ambos da Peugeot e Burns com o terceiro lugar conquista o seu primeiro, e único, título de Campeão do Mundo de Ralis. A Peugeot com os excelentes resultados obtidos, principalmente nos últimos quatro ralis, renovava o título de marcas. Contudo para tal também beneficiou das más prestações da Ford que não obteve nenhum pódio nas 4 últimas provas.
Richard Burns sagrou-se campeão com 44 pontos e uma única vitória, McRae foi o segundo com 42 pontos (3 vitórias). A Peugeot conquistou o título de marcas com 101 pontos (6 vitórias) e a Ford ficou em segundo lugar com 86 pontos (3 vitórias).

25 outubro 2008

Subaru Impreza WRC - R. Burns - R. Reid (Rali da Nova Zelândia de 2001)

Esta miniatura pertence à colecção 100 Anos de Desporto Automóvel.
Para o campeonato de 2001, a Subaru manteve a sua dupla de pilotos do ano anterior: Juha Kankkunen (finalndês) e Richard Burns (inglês). Mas o carro era novo. O novo Subaru Impreza WRC estreou-se no Rali de Monte Carlo mas o resultado foi mau, Burns acabaria por desistir. No entanto, se a estreia do novo Subaru foi má, por outro lado o campeonato acabou por ser bastante positivo para Richard Burns que se sagraria campeão de 2001 com apenas uma vitória.
O Subaru Impreza WRC de 2001 dispunha de um motor de 4 cilindros, turbo, de 3390 cc que debitava 300 cv às 5500 rpm. O Subaru Impreza WRC estreou-se em 1997 com uma vitória no Rali de Monte Carlo. Deste então, a Subaru tem utilizado sempre o modelo Impreza WRC. Como é óbvio, o modelo foi evoluindo ao longo dos anos.
A miniatura que hoje apresento é o Subaru Impreza WRC de 2001, com o qual Richard Burns venceu o Rali da Nova Zelândia.

Continuação do Campeonato do Mundo de Ralis de 2001
No Rali da Nova Zelândia a táctica inicial dos principais candidatos à vitória era não ser o mais rápido. Parece estranho mas foi isso que aconteceu. Esta atitude tinha haver com a gravilha existente nos troços porque o piloto mais rápido na primeira etapa ia ser o primeiro a sair para a estrada na segunda etapa e assim limpá-la para os outros. O resultado desta opção deu à Hyunday (Kenneth Eriksson) a sua primeira liderança num rali. Mas na segunda etapa, Richard Burns assumiu a liderança de forma inequívoca: venceu seis dos oito troços. Na fase final do rali, Burns conseguiu aguentar a pressão de Colin McRae (escocês) no Ford Focus WRC e venceu a prova. Colin McRae, que ainda teve problemas mecânicos, fica em segundo lugar e Harri Rovampera (Peugeot) termina na terceira posição.
No Rali de San Remo, disputado em asfalto, assistiu-se à luta pela vitória entre os pilotos da Peugeot e da Citroen. Sendo este um rali para especialistas em asfalto, seria um deles que viria a vencer e não nenhum dos candidatos ao título. Os pilotos franceses, Gilles Panizzi e Didier Auriol, da Peugeot dominaram os acontecimentos mas os homens da Citroen não deixaram de fazer valer os seus argumentos. Contudo a equipa da Citroen ficaria algo limitada depois de Jesús Puras e Philippe Buglaski terem abandonado. Desse modo foi o terceiro piloto da Citroen, Sébastian Loeb (francês), quem ficou a lutar pela vitória com os dois pilotos da Peugeot. Loeb ofereceu uma dura luta mas Panizzi acabou por vencer um rali aonde é especialista. Loeb ficou num excelente segundo lugar tendo batido Auriol, que terminou na terceira posição.
(continua)

17 outubro 2008

Mitsubishi Carisma GT - P. D. Silva - M. Castro (Rali de Portugal de 2001)

Esta miniatura pertence à colecção Os Nossos Campeões de Ralis.
Julgo que este Mitsubishi Carisma GT é o mesmo que já apresentei anteriormente: o Mitsubishi Carisma GT de Miguel Campos no Rali de Portugal de 2000.
Mas como anteriormente não falei muito sobre este modelo da Mitsubishi, aqui ficam umas breves linhas sobre o Carisma (fonte wikepédia).
O Carisma esteve em produção desde 1995 até 2004. O nome deste modelo familiar teve origem na conjugação de duas palavras: car (carro) do inglês e kharisma (prenda divina) do grego. A Volvo também esteve envolvida no desenvolvimento do Carisma tendo inclusive o Volvo S40 (primeira geração) partilhado o mesmo chassis do Carisma. Em 2001, o Carisma foi alvo de uma renovação. Em relação aos motores há que realçar que os motores a diesel eram fornecidos pela Renault, que também eram os utilizados pela Volvo.
A miniatura representa o Mitsubishi Carisma GT que Pedro Dias da Silva utilizou no Rali de Portugal de 2001.
O principal objectivo de Pedro Dias da Silva no Rali de Portugal de 2001 passava essencialmente por ser o melhor português no agrupamento de produção. Logo no inicio do rali Pedro teve que se debater com a dificuldade de ter à sua frente pilotos mais lentos, isso obrigou a que os tivesse de ultrapassa em pleno troço. Esta dificuldade ficou a dever-se ao facto da organização lhe ter atribuído um número que supostamente não condizia com o seu palmarés. Mas ultrapassado esse obstáculo, Pedro Dias da Silva colocou-se na terceira posição do agrupamento de Produção, atrás de Manfred Stohl e Marcos Ligato. No final do rali, confessou que seria muito difícil chegar aos dois primeiros da Produção mas que o principal objectivo tinha sido alcançado: “ser o melhor português no meu escalão”, afirmou Pedro Dias da Silva. Na classificação Geral, ficou no 14º lugar. Este resultado na Produção acabou por ser muito importante já que no campeonato nacional de produção Pedro haveria de se sagrar campeão em 2001.

Continuação do Campeonato do Mundo de Ralis de 2001
Ao iniciar a segunda metade do campeonato havia dois pilotos que lideravam a classificação: o finlandês Tommi Makinen (Mitsubishi) e o escocês Colin McRae. Mas a prova seguinte, em Africa, encarregou-se de desfazer esta igualdade. Tommi Makinen (Mitsubishi) obteve uma vitória no sempre difícil Safari mas algum destaque haveria de se dar para a Skoda que pela primeira vez subiu ao pódio num rali. Quanto a McRae, e após 3 vitórias consecutivas nas provas anteriores, acabou por desistir deixando Makinen na frente do campeonato. Assim o Safari terminou com a vitória de Makinen, seguido de Harri Rovampera (Peugeot). Armin Schwarz (alemão) ficou em terceiro lugar e assim colocou um Skoda pela primeira vez no pódio de um rali.
No Rali dos Mil Lagos, o campeão em título, o finlandês Marcus Gronholm (Peugeot), reapareceu e finalmente venceu a sua primeira prova nesse ano. Ainda assim, Makinen resolveu facilitar a vida ao seu compatriota, quando desistiu devido a um embate numa rocha, logo no primeiro troço. A Peugeot esteve perto de alcançar a dobradinha mas Rovampera teve algumas dificuldades e foi ultrapassado por Richard Burns (Subaru) e Colin McRae (Ford), que foram os segundo e terceiro classificados, respectivamente.
(continua)

14 outubro 2008

Peugeot 206 WRC - A. Lopes - L. Lisboa (Rali de Portugal de 2001)

Esta miniatura pertence à colecção Os Nossos Campeões de Ralis.
Tal como no post anterior, esta miniatura do Peugeot 206 WRC também já foi tema de um post. Contudo hoje apresento a versão do Peugeot 206 WRC que Adruzilo Lopes utilizou no Rali de Portugal de 2001. Assim como já falei do Peugeot 206 WRC remeto os leitores para o post onde falei deste carro.
Para Adruzilo Lopes o Rali de Portugal de 2001 não deixou grandes recordações. Desde muito cedo se viu afastado dos primeiros lugares entre os pilotos nacionais. Uma má escolha de pneus e um furo deram origem a um significativo atraso logo nos momentos iniciais do rali. Posteriormente, Adruzilo Lopes danificou a direcção do Peugeot 206 WRC ao dar um toque numa pedra. Deste modo e apenas no quarto troço Adruzilo Lopes era obrigado a desistir. Foi uma decepção para o piloto português que depositava grandes esperanças no Peugeot 206 WRC para obter um resultado positivo. Rui Madeira acabou por ser o grande beneficiado ao conseguir ser o melhor português sem a oposição de Adruzilo Lopes.

Continuação do Campeonato do Mundo de Ralis de 2001
Após a vitória de Colin McRae (escocês) no Rali da Argentina, o piloto da Ford parecia ter recuperado a boa forma e partiu para as duas provas seguintes com redobrada confiança. Efectivamente, McRae veio a ser a grande sensação desses dois ralis.
O resultado final dos três primeiros no Rali do Chipre acabou por ser uma cópia do Rali da Argentina mas houve mérito e sentido táctico da parte de McRae para levar de vencido novamente o britânico, Richard Burns da Subaru. Inicialmente, foi o campeão em título, Marcus Gronholm (finlandês), que impôs o seu Peugeot 206 WRC aos demais candidatos. Mas este era um daqueles ralis em que o primeiro a sair para a classificativa acaba por ser prejudicado porque vai limpar o troço para os seus adversários, e neste caso foi o que aconteceu a Gronholm nesta fase inicial. Posteriormente, McRae e Burns assumiram os primeiros lugares ao passarem Gronholm e disputaram a vitória entre si. Para a última etapa, McRae penaliza para deixar que seja Burns a sair na frente. Com Burns a limpar a estrada, McRae supera-o sem problemas e vence o Rali do Chipre. Bruns fica em segundo lugar tendo Carlos Sainz (espanhol) obtido novamente o terceiro lugar.
Após duas vitórias consecutivas, McRae parecia estar embalado para uma excelente época. Para confirmar as duas anteriores vitórias, McRae haveria de juntar mais uma vitória no rali seguinte, na Acrópole. A Ford esteve muito bem neste rali e só por mero azar é que não conseguiu as duas primeiras posições. McRae venceu e Sainz viu escapar-lhe um segundo lugar no último troço do rali. O motor do Ford de Sainz cedeu e o segundo lugar foi para Peter Solberg (Subaru). Harri Rovampera, da Peugeot, terminou na terceira posição. Carlos Sainz abandonava pela primeira vez em sete ralis.
A meio do campeonato, McRae igualou Tommi Makinen (finlandês) no primeiro lugar. A Ford liderava na classificação por marcas.
(continua)

11 outubro 2008

Ford Focus RS WRC - R. Madeira - F. Prata (Rali de Portugal de 2001)

Esta miniatura é da marca Troféu. Também possuo a mesma miniatura que pertence à colecção Os Nossos Campeões de Ralis.
Apesar de já ter dedicado um post ao Ford Focus WRC, volto novamente a este modelo da Ford contudo hoje a versão é a de um piloto português. Assim esta miniatura é o Ford Focus RS WRC de Rui Madeira, no Rali de Portugal de 2001.
O Ford Focus foi apresentado no Salão do Automóvel de Paris em Setembro de 1998; a sua estreia nos ralis aconteceu em Janeiro de 1999 no Rali de Monte Carlo. Daí para cá, a Ford tem utilizado o Focus como modelo base para competir no Mundial de Ralis. Como é lógico, ao longo destes anos o Ford Focus WRC já sofreu algumas evoluções e actualmente já pouco se assemelha a esta versão de 2001. Tal como outros modelos da Ford, as vitórias alcançadas já são bastantes. No entanto e até hoje essas vitórias apenas se traduziram na conquista de dois campeonatos de construtores. Assim o Ford Focus WRC fica na história da marca da Oval Azul como o modelo que finalmente conseguiu o título em 2006 após 27 anos sem títulos. A última conquista tinha acontecido em 1979 com o Ford Escort.
Rui Madeira estreou o Ford Focus WRC no Rali de Portugal de 2001, e para além da dificuldade de desconhecer o carro teve que enfrentar um rali que foi disputado sob más condições atmosféricas. Como sempre, e neste campo Rui Madeira não era diferente, entre os pilotos portugueses lutava-se pela melhor classificação entre os pilotos nacionais.
A luta pela vitória no rali foi intensa, e durou até ao fim, entre Tommi Makinen (Mitsubishi) e Carlos Sainz (Ford), sendo que a vitória coube ao piloto da Mitsubishi por escassos segundos. Entre os pilotos nacionais, a vitória ficou praticamente decidida na primeira etapa. Adruzilo Lopes (Peugeot), que era o principal adversário de Rui Madeira, desistiu muito cedo com problemas mecânicos, o que facilitou a vida a Rui Madeira. Sem a oposição de Adruzilo Lopes, Rui Madeira controlou a restante concorrência e não teve problemas em chegar ao fim do rali na posição de melhor português. Na classificação geral, Rui Madeira terminou na décima primeira posição.

Continuação do Campeonato do Mundo de Ralis de 2001
A quarta prova do campeonato, o Rali da Catalunha, serviu de estreia para os novos Citroen Xsara WRC. E desde o início os novos Citroen impuseram a sua lei. Foram sempre mais rápidos e dominantes do que a concorrência. No entanto, o piloto espanhol Jesus Púras, da Citroen, viria a abandonar deixando a liderança para o seu colega de equipa Philippe Bugalski (francês). Mas o francês também não foi feliz e acabou por ver a sua prova prejudicada, o que lhe valeu a perda da vitória, devido a 4 minutos de penalização. Deste modo quem acabou por ser beneficiado foi a equipa Peugeot que viu os seus dois carros terminaram na primeira e segunda posição. Didier Auriol (francês) foi o primeiro, Gilles Panizzi (francês) foi o segundo e Makinen (Mitsubishi) foi o terceiro.
O Rali da Argentina foi palco de um interessante duelo entre Colin McRae (Ford) e Richard Burns (Subaru). Estes dois pilotos ainda não tinham conquistado nenhum pódio neste ano e surgiram na Argentina em grande forma. McRae acabou por vencer o duelo com Burns mas o piloto da Subaru, com o segundo lugar, deixou boas indicações para o resto do campeonato. Aliás como viria a suceder… O terceiro lugar foi para o outro piloto da Ford, Carlos Sainz.
(continua)

07 outubro 2008

Mitsubishi Lancer Evo 6.5 - T. Makinen - R. Mannisenmaki (Rali de Portugal de 2001)

Esta miniatura pertence à colecção 100 Anos de Desporto Automóvel.
O Mitsubishi Lancer Evo 6.5 surgiu no Campeonato do Mundo de Ralis em 2001 e permitiu ao finlandês Tommi Makinen lutar novamente pelo título de campeão até à última prova. Makinen sagrou-se campeão 4 vezes consecutivas, entre 1996 a 1999, sempre pela Mitsubshi. Em 2000, não teve um carro suficientemente competitivo e acabou o campeonato em 5º lugar. Para 2001, a Mitsubishi melhorou o modelo do ano anterior, designado de Lancer Evo 6.5, e que permitiu a Makinen um excelente início de campeonato.
O Mitsubishi Lancer, que surgiu em 1992, foi sempre evoluindo ao longo dos tempos; como disse este Lancer Evo 6.5 era um aperfeiçoamento do Evo 6 de 2000 mas na segunda metade do campeonato de 2001 a Mitsubishi apresentou o novo Lancer WRC que substituiu este Evo 6.5. Nunca se saberá se tal mudança terá prejudicado Makinen na luta pelo título.
Apesar de ao nível dos campeonatos de construtores a Mitsubishi apenas tenha vencido por uma única vez, ao nível dos títulos de pilotos, esta politica de ir evoluindo o Lancer deu excelentes resultados: 4 títulos para Makinen. Neste aspecto há que referir que a Mitsubishi foi ao longo desses anos uma equipa quase totalmente dedicada a um único piloto: Tommi Makinen. Isso ajudou muito Makinen, que não dividia as atenções da equipa com outro piloto da mesma categoria, mas isso terá por outro lado prejudicado a equipa na luta pelo título de construtores.
Esta é a miniatura do Mitsubishi Lancer Evo 6.5 na versão do Rali de Portugal de 2001 e com o qual Tommi Makinen obteve a sua 22ª vitória, precisamente na sua centésima participação num rali.

Campeonato do Mundo de Ralis de 2001
O Rali de Monte Carlo foi a primeira prova do ano e a Peugeot, equipa campeã em título, voltou a não ser feliz sem que nenhum dos seus carros terminasse o rali: Marcus Gronholm (finlandês), Gilles Panizzi (francês) e Didier Auriol (francês), todos abandonaram. Tommi Makinen, que estreava o novo Lancer, obteve uma bela vitória batendo os Ford Focus WRC de Carlos Sainz (espanhol) e François Delecour (francês).
O Rali da Suécia ficou marcado pelo domínio expressivo de Tommi Makinen e pela vitória de Harri Rovampera (Peugeot). Makinen poderia e deveria ter vencido o rali mas uma saída de estrada no último troço deu a primeira vitória de Rovampera (finlandês) no mundial de ralis. O sueco Thomas Radstrom ficou em segundo lugar com o outro Lancer e Carlos Sainz, em Ford Focus, ficou em terceiro lugar.
No Rali de Portugal assistiu-se a um belo duelo entre Makinen e Sainz, que apenas foi prejudicado pela lama. Makinen esteve quase sempre na liderança do rali mas em determinado momento a diferença para Sainz não chegou a 1 segundo. Contudo o piloto espanhol acabou por cometer um erro nos momentos finais da prova que lhe custaram a vitória. Makinen venceu, Sainz ficou em segundo e Gronholm (o campeão em título) terminou na terceira posição. Não tivesse cometido o erro na Suécia e Makinen estaria nesta altura com três vitórias em três ralis disputados. Mas mesmo assim Makinen perfilava-se como o mais sério candidato à vitória no campeonato.
(continua)

02 outubro 2008

Bentley EXP Speed 8 - A. Wallace - E. V. Poele - B. Leitzinger (24 Horas de Le Mans de 2001)

Esta miniatura pertence à colecção 100 Anos de Desporto Automóvel.
Passados cinquenta anos, a Bentley regressou a Le Mans. A última participação de um Bentley em Le Mans tinha ocorrido em 1951. O regressou aconteceu em 2001. Precisamente 50 anos depois. E com um objectivo: voltar a vencer as 24 Horas de Le Mans.
A Bentley já tinha vencido anteriormente as 24 Horas de Le Mans por 4 vezes: 1924, 1927, 1928, 1929 e 1930. Neste regresso, em 2001, o modelo utilizado foi o Bentley EXP Speed 8, que aqui apresento à escala 1:43 na versão dos pilotos Andy Wallace (inglês), Eric Van de Poele (belga) e Butch Leitzinger (norte-americano). A Bentley já era nesta altura uma marca do Grupo Volkswagen, tal como a Audi, e sendo assim não é de estranhar a semelhança que existe entre este modelo da Bentley e o Audi R8C. O motor utilizado pelo Bentley EXP Speed 8 era o Audi 4.0 litros, naturalmente. Aliás, este Bentley utilizava muita tecnológica já aplicada no Audi R8.
Um segundo Bentley EXP Speed 8 completava a equipa, sendo pilotado por Martin Brundle, Stephane Ortelli e Guy Smith. A prova foi disputada debaixo de uma intensa chuva, o que dificultou ainda mais a tarefa da jovem equipa da Bentley. Apesar de a vitória não ter sido alcançada, o Bentley nº 8 (Wallace, Van de Poele e Leitzinger) cortou a meta na terceira posição, atrás de dois Audi R8. Se tivermos em consideração as difíceis condições meteorológicas e a inexperiência da equipa, o resultado foi excelente.
No ano seguinte, o Bentley EXP Speed 8 conseguiu apenas um quarto lugar mas em 2003 viria a atingir o objectivo traçado: vencer as 24 Horas de Le Mans. Este Bentley é até hoje o único carro a interromper o domínio exercido pela Audi em Le Mans desde 2000. Mas como são duas marcas do mesmo grupo, fica tudo em “família”…

Andy Wallace nasceu a 19 de Fevereiro de 1961 na Grã-Bretanha. Wallace começou a participar em corridas em 1979 tendo passado pelas várias categorias de formação (Formula Ford, Formula 3, Formula 3000) com o objectivo de chegar à Formula 1. Em 1986 sagrou-se campeão britânico de Formula 3. Mas não foi possível chegar à Formula 1. Em 1988 estreou-se da melhor forma nas 24 Horas de Le Mans: venceu a prova com um Jaguar partilhado com Johnny Dumfries e Jan Lammers. Deste então Andy Wallace têm dedicado a sua carreira aos sportcars.
Eric Van de Poele nasceu a 30 de Setembro de 1961 na Bélgica. A carreira deste piloto belga é semelhante à de Wallace, passou pelas mesmas categorias de formação mas no caso de Van de Poele há que registar que o belga conseguiu chegar à Formula 1 em 1991. Apenas por lá se manteve dois anos, sem nunca ter conseguido pontuar. Em 1992 corre pela primeira vez nas 24 Horas de Le Mans. Contudo as suas participações nos anos seguintes foram quase sempre marcadas pelas desistências. O terceiro lugar conseguido em 2001 é o seu melhor resultado em Le Mans.
Butch Leitzinger nasceu a 28 de Fevereiro de 1969 nos EUA. A carreira deste piloto norte-americano tem sido orientada nos sportcars. A estreia nas 24 Horas de Le Mans aconteceu em 1997. O seu melhor resultado foi o terceiro lugar alcançado em 2001 com o Bentley. Actualmente corre no NASCAR.