25 agosto 2008

Seat Córdoba WRC - R. Madeira - F. Prata (Rali de Portugal de 2000)

Esta miniatura pertence à colecção Os Nossos Campeões de Ralis.
Depois de ter apresentado a miniatura do Seat Córdoba WRC na versão do Safari, o post de hoje é novamente sobre o Córdoba WRC mas na versão normal de ralis. Nestes dois posts é possível verificar as diferenças entre as duas versões.
A miniatura do Seat Córdoba WRC é do piloto português Rui Madeira no Rali de Portugal de 2000.
Rui Madeira tinha como objectivo principal ser o melhor piloto nacional, que depois de alcançado procurava obter a melhor classificação final possível. No entanto neste ano o rali não correu de feição para o piloto nortenho. A luta pelo melhor lugar entre os pilotos nacionais ficou praticamente decidida na primeira etapa a favor de Adruzilo Lopes (Peugeot 206 WRC). Os problemas que o Córdoba de Rui Madeira teve provocaram um atraso que se revelou quase impossível de recuperar. Contudo, Rui Madeira apesar de se encontrar na 33ª posição procurou sempre dar o máximo e ainda foi capaz de recuperar até ao segundo lugar entre os pilotos nacionais e 15º da classificação final.
Assim o prémio do melhor piloto nacional foi para Adruzilo Lopes e o Peugeot 206 WRC. Rui Madeira foi o segundo melhor piloto nacional e o Miguel Campos (Mitsubishi Carisma) foi o terceiro.
No que diz respeito à equipa oficial da Seat Sport o rali também foi adverso. Os Seat Córdoba sofreram inúmeros problemas que se reflectiram nas posições finais alcançadas pelos pilotos oficiais, Tony Gardemeister (finlandês) e Didier Auriol (francês), que não foram além da nona e décima posição, respectivamente.

Continuação do Campeonato do Mundo de Ralis de 2000
No Rali da Nova Zelândia o piloto finlandês Marcus Gronholm (Peugeot) voltava a vencer após a sua vitória obtida na Suécia. Foi a sua segunda vitória na carreira mas mais importante que isso foi o facto de ter aproveitado o abandono do inglês Richard Burns (Subaru) que era o líder do campeonato. Os Ford Focus de Colin McRae (escocês) e de Carlos Sainz (espanhol), que tinham sido os dois primeiros na Acrópole, ficaram em segundo e terceiro lugar, respectivamente.
Na Finlândia, o piloto da Peugeot, Marcus Gronholm, deu sequência a recuperação que vinha efectuando no campeonato, alcançando uma vitória “caseira”. Gronholm e Burns lutaram taco-a-taco pela liderança no Rali dos Mil Lagos até que um despiste de Bruns ditou a vitória de Gronholm e da Peugeot. McRae, à semelhança da Nova ZeLândia, voltou a ficar no segundo lugar mas desta vez o último lugar do pódio foi para Harry Rovampera (finlandês) num Toyota Corolla WRC privado.
O WRC foi pela primeira vez até Chipre, que relembro entrou para o mundial em substituição do Rali da China devido à má organização do ano anterior.
O espanhol Carlos Sainz (Ford) dominou o rali praticamente desde o início e deixou bem claro que ainda sabia como vencer um rali. A última vitória de Carlos Sainz já tinha sido em 1998 no Rali da Nova Zelândia. A Ford obtinha outra “dobradinha” com o segundo lugar de Colin McRae. François Delecour (francês) ficou em terceiro lugar com o Peugeot 206 WRC e Burns foi apenas quarto classificado mas aproveitou a desistência de Gronholm para somar mais alguns pontos.
(continua)

21 agosto 2008

Mitsubishi Carisma GT Evo VI - M. Campos - C. Magalhães (Rali de Portugal de 2000)

Esta miniatura pertence à colecção Os Nossos Campeões de Ralis.
Durante o Rali de Portugal de 2000, o Mitsubishi Carisma GT Evo VI revelou ser bastante competitivo nas mãos de Miguel Campos. Como prova disso mesmo está o excelente resultado alcançado pelo piloto português: Miguel Campos dominou e venceu a sua classe, o Grupo de Produção (classe reservada aos carros de série).
Miguel Campos, que não era um dos favoritos na sua classe, ganhou vantagem na primeira etapa que soube gerir durante o resto do rali. O seu objectivo foi alcançado com a vitória no agrupamento e ainda ficou em terceiro lugar entre os pilotos nacionais. Na classificação geral do rali foi o 15º classificado.
Miguel Campos sagrou-se Campeão Nacional do Grupo N em quatro anos consecutivos: 1997, 1998, 1999 e 2000 sempre pela Mistubishi. Em 2002 sagrou-se Campeão Nacional pela Peugeot. Em 2003 Miguel Campos obteve aquela que é, provavelmente, a melhor classificação da sua carreira: foi vice-campeão Europeu de Ralis com o Peugeot 206 WRC (mas essa é uma história para contar num próximo post).
Esta miniatura representa o Mitsubishi Carisma GT Evo VI de Miguel Campos no Rali de Portugal de 2000.

Continuação do Campeonato do Mundo de Ralis de 2000
Depois da vitória da Subaru no Safari, por Richard Burns (inglês), o rali seguinte disputava-se em Portugal. Foi precisamente no nosso país que a Subaru estreou a nova versão do Impreza. E da melhor forma possível.
Enquanto alguns dos principais candidatos à vitória se auto-eliminaram (Kankkunen, McRae e Makinen, tiveram saídas de estrada), Richard Burns (Subaru) teve de lutar com o finlandês Marcus Gronholm (Peugeot) para vencer em Portugal. O rali foi bastante disputado entre os dois sendo a diferença que os separava bastante escassa e apenas alcançada perto do fim do rali. Burns venceu com apenas 6,5 segundos de diferença de Gronholm. Em terceiro lugar ficou o espanhol Carlos Sainz da Ford.
No Rali da Catalunha Richard Burns voltou a ser um dos protagonistas numa prova bastante disputada e onde a diferença final entre os dois primeiros classificados foi de apenas 5,9 segundos. O outro protagonista foi o escocês Colin McRae (Ford) tendo conseguido impedir a terceira vitória consecutiva do piloto da Subaru. Os dois Ford Focus estiveram muito bem nesta prova: McRae venceu e Sainz ficou em terceiro lugar, Burns ficou em segundo lugar.
O Rali da Argentina serviu para confirmar a excelente forma da Subaru e de Burns. Efectivamente, o piloto inglês esteve muito bem e foi merecedor da vitória. Gronholm (Peugeot) ficou com o segundo lugar e Makinen (Mitsubishi) obteve o terceiro posto. Burns saia da Argentina como o principal candidato ao título de campeão e tornava-se cada vez mais evidente que, apesar do terceiro lugar, Tommi Makinen, campeão quatro vezes consecutivas, não iria revalidar o seu título.
Na prova seguinte, o Rali da Acrópole, os Focus voltaram a estar muito fortes. McRae e Sainz obtiveram uma excelente “dobradinha”. Richard Burns (Subaru) quando parecia ter garantido um bom terceiro lugar foi obrigado a desistir com a quebra do motor do Impreza. O seu colega de equipa, Juha Kankkunen (finlandês), herdou assim a terceira posição.
(continua)

18 agosto 2008

Seat Córdoba WRC - D. Auriol - D. Giraudet (Safari de 2000)

Esta miniatura pertence à colecção RallyCar Collection.
Após o sucesso alcançado na Taça de 2 Litros com o Seat Ibiza, durante os anos de 1996 a 1998, a Seat estabeleceu objectivos mais elevados: o WRC. Assim a Seat começou em 1997 a desenvolver o Córdoba com vista a competir no World Rally Championship (WRC). O Seat Córdoba WRC foi apresentado ao público no Salão Automóvel do Porto de 1998. A estreia nos ralis aconteceu nesse mesmo ano no Rali dos Mil Lagos com os pilotos Harri Rovanpera (finlandês) e Oriol Gómez.
O Seat Córdoba WRC debitava mais de 300 cavalos de potência graças ao motor de 1995 cc de 16 válvulas. Os primeiros pódios surgiram em 1999 por Toni Gardemeister (3º no Rali da Nova Zelândia) e Harri Rovanpera (3º no Rali RAC). Apesar do relativo sucesso durante os anos em que participou o Seat Córdoba nunca conseguiu vencer no WRC.
Para o campeonato de 2000 a Seat contratou o experiente e ex-campeão do mundo Didier Auriol (francês). O piloto francês ainda conseguiu mais alguns bons resultados para a Seat, contudo o melhor que logrou alcançar foi o 3º lugar no Safari. O Seat Córdoba ainda sofreu alguns melhoramentos com vista a optimizar as suas performances, o que nem sempre conseguiu. A Seat terminou o campeonato de 2000 na 5ª posição com apenas 11 pontos. Os resultados alcançados ficaram muito aquém do esperado. Assim a Seat Sport resolveu encerrar as portas da equipa e disse adeus ao WRC.
A miniatura que apresento é referente ao Seat Córdoba WRC de Didier Auriol com o qual o piloto francês conquistou o 3º lugar no Safari de 2000.

O Campeonato de Ralis de 2000
A maior alteração nas regras deste ano foi o fim dos pontos extras que tinha sido instituído no ano anterior. O Rali da China saiu do mundial devido à má organização do ano anterior e no seu lugar entrou o Rali do Chipre. Como a Toyota já não participou no mundial, Carlos Sainz (espanhol) e Didier Auriol (francês) tiveram que procurar nova equipa, tendo o espanhol regressado à Ford enquanto o francês assinava pela Seat.
O campeonato teve início no Rali do Monte Carlo e logo os favoritos procuraram ganhar vantagem aos seus concorrentes. Richard Burns (inglês) da Subaru, Gilles Panizzi (francês) da Peugeot e o campeão em título Tommi Makinen (finalndês) da Mitsubishi, travaram um duelo bastante intenso durante a primeira etapa. No início da segunda etapa Tommi Makinen ficou sozinho na frente no rali porque o intenso frio provocou uma avaria electrónica que ditou o abandono do Subaru de Burns e os três Peugeot da equipa francesa. Com a vida mais facilitada, Makinen passou a gerir a sua liderança e venceu no Monte Carlo. Carlos Sainz (Ford) ficou com o segundo lugar e Juha Kankkunen (finlandês) salvou a honra da Subaru ao ficar no terceiro posto.
No Rali da Suécia assistiu-se à primeira vitória de Marcus Gronholm (finlandês) e do Peugeot 206 WRC no mundial de ralis. Marcus Gronholm soube resistir a todos os ataques até ao fim do rali e assim a Finlândia aumentou a lista de pilotos vencedores no mundial. Tommi Makinen obteve um excelente segundo lugar à frente de Colin McRae (escocês) da Ford.
O Safari foi um rali completamente dominado pela Subaru. Os principais adversários da Subaru viram-se confrontados com problemas nos pneus, o que lhes limitou as suas hipóteses de lutarem pela vitória final. Os pilotos da Subaru, Burns e Kankkunen, livres de problemas de qualquer espécie, souberam aproveitar e fizeram a dobradinha da equipa. Burns venceu, Kankkunen ficou em segundo e Didier Auriol, num Seat Córdoba WRC, ficou no último lugar do pódio.
(continua no próximo post)

09 agosto 2008

Sauber C13 - Andrea De Cesaris (1994)

Esta miniatura é da marca Onyx.
Ao ver a lista dos pilotos da Formula 1 com mais de 200 participações em GP’s deparamos com o nome do italiano Andrea De Ceraris. Depois de analisar a sua carreira penso ”como foi possível que ele tenha aguentado tanto tempo na Formula 1?”.
A miniatura que apresento é alusiva a esse feito de Andrea De Cesaris, é o Sauber C13 que regista o seu 200º GP. Esse feito foi alcançado no GP do Canadá de 1994 sendo esse também o seu primeiro GP pela Sauber. Como é possível ver a decoração do Sauber era especial tendo nos flancos do carro os nomes que julgo serem das pessoas da equipa Sauber e a alusão ao 200º GP do piloto.
Andrea De Cesaris participou em 208 GP’s, sendo que as suas últimas nove participações foram pela Sauber. A sua primeira corrida na Formula 1 foi no GP do Canadá de 1980 pela Alfa-Romeo. A sua última corrida aconteceu em 1994 no GP da Europa. Apenas conseguiu uma pole-position e uma melhor volta. Não venceu nenhum GP tendo conseguido 5 pódios e conquistado 59 pontos.
O Sauber C13 utilizado em 1994 foi da responsabilidade dos designers: Andre de Cortanze e Leo Ress. A Sauber era uma equipa que tinha entrado na Formula 1 em 1993. Neste ano de 1994 iria dispor de motores Mercedes. No ano anterior os motores designavam-se de Sauber mas na realidade eram motores da Mercedes. O nome da Mercedes voltava assim à Formula 1 depois de uma ausência de 39 anos (desde 1955). No ano seguinte, em 1995, a Mercedes deixou a Sauber para se associar à McLaren, ligação que ainda se mantêm actualmente.
A Sauber terminou o campeonato de 1994 na 8ª posição com 12 pontos. As melhores classificações que o Sauber C13 alcançou foram dois quartos lugares: um Imola por Wendlinger e o outro em França por Frentzen.

1994 – O Campeonato
A Formula 1 viveu em 1994 um dos seus piores momentos da sua história mais recente. Esse ano ficou marcado pelas mortes de dois pilotos, por desclassificações e suspensões, pelos acidentes e suspeições. Foi um campeonato que provavelmente os responsáveis da Formula 1 devem ter respirado de alívio quando terminou mas ainda assim com um acidente polémico que envolveu os dois candidatos ao título.
Ainda antes de terminar o campeonato de 1993 Alain Prost (francês) anunciou que se retiraria no fim do ano, deixando um lugar vago na Williams. Prost sagrou-se campeão e retirou-se da Formula 1. Ayrton Senna (brasileiro) procurando sempre o melhor carro da Formula 1 ocupou a vaga na Williams substituindo Prost.
Ao fim de quase 10 anos Senna não tinha, em 1994, um rival assumido e era o último do grupo dos 4, que dominaram a Formula 1 desde 1985, ainda em actividade: Nelson Piquet (brasileiro) saiu em 1991, Nigel Mansell (inglês) saiu em 1992 e Prost saiu em 1993 após conquistar o seu quarto título. No entanto havia um jovem piloto alemão que prometia ser um sério candidato ao título: Michael Schumacher. Ironicamente ou não, e salvaguardadas as devidas semelhanças, a situação de Senna, o melhor piloto da época, e a de Schumacher o jovem piloto que pretende destronar o piloto reinante faz-me lembrar a situação, uns anos antes, em que Senna era o piloto que pretendia destronar Alain Prost da posição do melhor da Formula 1. Ciclos da vida na Formula 1…
O campeonato teve início no GP do Brasil com Senna a fazer a pole-position e a dominar até que um pião lhe ditou o abandono. Schumacher no Benetton-Ford venceu a prova.
No GP do Pacífico Senna volta a ser o pole-position mas é infeliz porque desiste no início devido a um toque de Mika Hakkinen (finlandês). Schumacher volta a vencer.
O fim-de-semana do GP de Imola marcou terrivelmente a Formula 1. Nos treinos de sexta-feira morreu o austríaco Roland Ratzenberger quando o Simtek se despistou violentamente devido à quebra do aileron dianteiro. Após 7 anos voltava a morrer um piloto da Formula 1. Elio de Angelis (italiano), em 1986, tinha sido o último piloto a morrer.
Ainda nos treinos Rubens Barrichelo (brasileiro) sofreu um violento acidente do qual saiu milagrosamente ileso embora isso o tivesse impedido de participar no GP.
No início da prova o piloto português Pedro Lamy (Lotus) embate no Benetton de J.J. Letho (finlandês), sem gravidade para os pilotos. Os destroços do acidente feriram algumas pessoas. Devido ao acidente o pace-car entra em pista, permanecendo algumas voltas até que a pista fosse limpa. Ayrton Senna, que tinha efectuado novamente a pole-position, era o líder quando a corrida recomeçou após o regresso do pace-car às boxes. Foi na liderança da corrida que Ayrton Senna se despistou na rápida curva de Tamburello embatendo com violência no muro. Senna foi prontamente assistido mas viria a falecer. Schumacher vence novamente, pela terceira vez consecutiva.
No Gp seguinte, no Monaco, Karl Wendlinger (austríaco) sofreu um grave acidente nos treinos que o deixou em coma durante dias. Felizmente o piloto austríaco recuperou mas na minha opinião a sua carreira ficou marcada por este acidente.
Após mais este acidente houve algumas medidas que foram tomadas por parte da FIA em nome da segurança mas que foram muito discutidas pelas equipas que duvidavam da sua validade prática.
O vencedor do GP do Mónaco foi o mesmo dos anteriores GP’s, Michael Schumacher.
Antes do GP de Espanha, Pedro Lamy ficou ferido com gravidade quando testava em Silverstone. Lamy teve múltiplas fracturas nas pernas em consequência de um despiste quando testava as novas alterações técnicas. Lamy só voltaria à Formula 1 no ano seguinte.
O GP da Espanha realizou-se com outra polémica que envolveu a Benetton e a FIA. Flávio Briatore, chefe da Benetton, escreveu uma carta à FIA demonstrando o desagrado pelas medidas técnicas impostas e a falta de tempo para as testar.
Na Williams David Coulthard (escocês) ocupou o segundo carro passando Damon Hill (inglês) a ser o primeiro piloto da equipa. Hill venceu a prova espanhola e Schumacher ficou em segundo lugar. Mas nos dois GP’s seguintes, Canadá e França, o alemão voltaria a vencer enquanto Hill fica em segundo lugar nas duas provas. Nigel Mansell apareceu na Williams no lugar de Coulthard mas não conseguiu terminar a corrida.
No GP da Grã-Bretanha Schumacher ultrapassou Hill, que era o pole-position, na volta de aquecimento, por isso Schumacher foi penalizado com um “stop-and-go” de 5 segundos. Essa penalização foi ignorada durante bastante tempo ao longo da corrida até que por fim acabou por ser cumprida. Schumacher ainda termina no segundo lugar atrás de Hill mas mais tarde foi desclassificado e condenado com uma suspensão de dois GP’s.
No GP da Alemanha a vitória foi para o Ferrari de Gerhard Berger (austríaco); Schumacher não terminou a prova e Hill não aproveitou para se aproximar do alemão no campeonato. Hill foi apenas 8º classificado!
No GP da Hungria Michael Schumacher voltou a vencer com Hill em segundo lugar.
Michael Schumacher efectua uma excelente corrida na Bélgica mas é desclassificado por causa de uma verificação técnica que dá conta do desgaste irregular do patim de madeira instalado no fundo do carro. Hill acaba por ficar com a vitória e vai para as duas provas seguintes, Itália e Portugal, sem a oposição de Schumacher que terá de cumprir a suspensão. A Williams e Damon Hill aproveitam da melhor maneira a ausência do alemão ao vencer as duas corridas reduzindo a diferença para apenas um ponto quando faltavam 3 GP’s para o fim do campeonato. Nestas 3 corridas que faltavam Nigel Mansell voltou a ocupar o lugar de Coulthard na Williams.
As duas corridas seguintes não resolveram a questão e deixaram tudo na mesma: no GP da Europa vence Schumacher e Hill é o segundo, no GP do Japão inverteram-se as posições, Hill é o primeiro e Schumacher é o segundo. E assim se chegou ao último GP do ano: Schumacher na frente com mais um ponto que Hill.
O GP da Austrália tinha como aliciante a discussão do título mas tudo ficou resolvido num acidente entre Schumacher e Hill. O piloto da Benetton comete um erro e tem um ligeiro despiste indo bater no muro danificando o seu carro. Hill que seguia atrás de Schumacher tenta ultrapassa-lo mas o alemão ao regressar à pista bate intencionalmente em Hill no momento em que este o passava e foram ambos obrigados a abandonar. Para a história ficou a vitória de Nigel Mansell, a última da sua carreira.
A questão do título ficou resolvida a favor de Schumacher duma maneira pouco desportiva. Assim terminava um campeonato que não deixou saudades para ninguém, com Schumacher e a Williams a vencerem os respectivos campeonatos.

Os pilotos do Sauber C13 em 1994 foram: Heinz Harald Fretzen, Andrea De Cesaris, Karl Wendlinger e J.J. Letho.
Vitórias: 0
Pole-position: 0
Melhor volta : 0

05 agosto 2008

Lotus 107B - Pedro Lamy (1993)

Esta miniatura é da marca Onyx.
Hoje vou falar do carro que permitiu que Portugal voltasse a ter um piloto na Formula 1 depois de Nicha Cabral. Deste modo a miniatura de hoje é o Lotus 107B de Pedro Lamy. Na minha opinião a qualidade das miniaturas da Onyx é apenas razoável; o principal defeito que lhes aponto está na qualidade dos decalques, sendo que por vezes verificamos a falta de pormenores tão básicos como são os espelhos.
A Lotus utilizou no campeonato de Formula 1 de 1993 o modelo 107B. Este Lotus não era mais do que uma evolução do carro de 92, o modelo 107.
Os designers responsáveis pelo Lotus 107B foram Peter Wright e Chris Murphy. O motor utilizado era o Ford Cosworth HB V8. Mas como a Lotus não era o cliente preferencial da Ford, utilizava uma versão inferior do motor que era fornecido à Benetton (cliente principal da Ford).
Contudo, nesta altura a equipa Lotus vivia já com graves dificuldades financeiras e já não era a mesma equipa que obteve algum sucesso nos anos em que por lá andou Ayrton Senna (de 1985 a 1987), já para não falar da equipa Lotus que vencia campeonatos nas décadas de sessenta e setenta.
Desde que o piloto brasileiro deixou a equipa, a Lotus entrou numa fase descendente que se acentuava a cada ano que passava e que viria a culminar no seu desaparecimento da Formula 1 no final do ano de 1994.
Foi neste ambiente pouco favorável que o piloto português, Pedro Lamy, viria a fazer a sua estreia na Formula 1 no GP de Itália de 1993, substituindo o italiano Alessandro Zanardi que tinha sofrido um acidente no GP anterior, em Zolder.
A qualificação de Pedro Lamy no GP de Itália não foi brilhante, foi o último da grelha enquanto o seu colega de equipa, Johnny Herbert, era o 7º na grelha de partida. Na corrida Pedro Lamy aproveitou para ir conhecendo o Lotus e assimilar o mais rapidamente possível todos os aspectos da Formula 1. Deste modo Lamy efectuou uma prova cautelosa e quase terminava num excelente 9º lugar se o motor tivesse resistido a corrida toda. Mas como o motor cedeu à 49ª volta Pedro Lamy teve que contentar-se com o 11º lugar.
No GP seguinte, em Portugal, de certo que Pedro Lamy esperava efectuar uma excelente prestação. Na qualificação Lamy ficou em 18º lugar e voltou a fica atrás de Johnny Herbert. Lamy fez um bom arranque e ganhou alguns lugares; durante a corrida foi subindo mais algumas posições. Quando seguia em 11º lugar, com hipóteses de subir mais um lugar Lamy comete um erro na 61ª volta e dá um toque nos rails que o obrigaram a desistir.
No GP do Japão Pedro Lamy voltou a ficar atrás de Herbert na qualificação e durante a prova os dois pilotos da Lotus rodaram juntos quase sempre no fim da classificação. Lamy viria a desistir vitima de um acidente quando estava à frente do seu colega de equipa e quando faltavam apenas 4 voltas para o fim da corrida.
No último GP do campeonato de 1993, na Austrália, Pedro Lamy teve a prestação mais fraca na sua recente carreira na Formula 1. Fica novamente atrás de Herbert na qualificação e na corrida desiste logo no início devido a um acidente.
O campeonato termina mas Pedro Lamy consegue um contrato para correr na Lotus durante o ano de 1994. Infelizmente Pedro Lamy apenas consegue fazer as quatro primeiras corridas de 1994 porque sofreu um grave acidente quando efectuava testes em Silverstone. Pedro Lamy partiu as duas pernas e ficou afastado o resto do ano. A recuperação foi demorada mas conseguiu regressar à Formula 1. Em 1995 faz os últimos 8 GP’s pela Minardi tendo conquistado um ponto. Em 1996, ainda na Minardi, efectua a sua primeira e única temporada completa na Formula 1 mas sem conseguir pontuar. A carreira de Pedro Lamy na Formula 1 resume-se aos 32 GP’s que disputou na Lotus (8 GP’s em 1993 e 1994) e na Minardi (24 GP’s em 1995 e 1996). Apenas conseguiu um ponto. Depois da Formula 1, Pedro Lamy direccionou a sua carreira para outras categorias (como já referi neste post).

Os pilotos do Lotus 107B em 1993 foram: Johnny Herbert, Alessandro Zanardi e Pedro Lamy.
Vitórias: 0
Pole-position: 0
Melhor volta : 0

01 agosto 2008

Toyota Corolla WRC - C. Sainz - L. Moya (Rali da Austrália de 1999)

Esta miniatura pertence à colecção RallyCar Collection.
Hoje volto a falar do Toyota Corolla WRC; tenho na minha colecção várias miniaturas deste carro. Assim a miniatura é mais um Toyota Corolla WRC, do piloto espanhol Carlos Sainz.
A Toyota encerrou no ano de 1999 a sua actividade como equipa oficial no mundial de ralis. A Toyota deixava o Mundial de Ralis como campeã entre as equipas mas os seus pilotos, Carlos Sainz (espanhol) e Didier Auriol (francês) deixavam escapar o título de pilotos para o finlandês Tommi Makkinen da Mitsubishi.
A miniatura hoje apresentada é o Toyota Corolla WRC na versão do Rali da Austrália, que era o penúltimo rali do campeonato de 1999 e aonde a Toyota conseguiu conquistar o campeonato de marcas desse ano graças ao segundo lugar de Carlos Sainz.
No final da época a Toyota retirava-se dos ralis para se dedicar exclusivamente à Formula 1.
Foram muitos anos a correr nos ralis onde a Toyota teve como os pontos mais altos quando conquistou 4 títulos de pilotos (Carlos Sainz em 1990 e 1992; Juha Kankkunen em 1993 e Didier Auriol em 1994) e 3 títulos de marcas (1993, 1994 e 1999), tendo vencido mais de quarenta ralis do mundial. Mas nem tudo correu bem para a Toyota, basta lembrar que foram excluídos em 1995 devido a irregularidades mecânicas e castigados com um ano de proibição em 1996.
Entre os pilotos que guiaram para a Toyota ao longo dos anos há que destacar vários: Juha Kankkunen, Bjorn Waldegaard, Didier Aruiol, Marcus Gronholm, mas o mais emblemático terá sido Carlos Sainz.

Continuação do Campeonato do Mundo de Ralis de 1999
O Mundial de Rali foi pela primeira vez à China mas, segundo rezam as crónicas, a organização não foi das melhores, onde quase tudo foi criticado, desde as más condições das estradas, passando pelo clima que transformou os troços em pistas de lama, até à proibição do contacto dos visitantes com os habitantes locais (possivelmente um pouco semelhante com o que se passará actualmente com os Jogos Olímpicos que se vão disputar brevemente na China).
No plano desportivo, o resultado saldou-se por uma vitória (a última nos ralis) da Toyota e de Didier Auriol. A Ford perdeu muito cedo os seus dois carros, Makinen também ficou pelo caminho e apenas o Subaru de Richard Burns, que ficou em segundo lugar, deu luta ao francês. O terceiro lugar foi para o outro Corolla de Sainz.
No Rali de San Remo o finlandês Tommi Makinen (Mitsubishi) efectuou uma excelente prova e obteve uma vitória importantíssima num rali em que não era o favorito. Os Peugeot 206 WRC estiveram em grande plano com os franceses François Delecour e Gilles Panizzi a oferecerem uma excelente luta a Makinen. No final Panizzi era o segundo classificado e Auriol (Toyota) era o terceiro.
No Rali da Austrália ficou tudo decidido nos campeonatos: Richard Burns (Subaru) foi o vencedor, Sainz (Toyota) ficou em segundo lugar e Makinen (Mitsubishi) foi o terceiro. A Toyota venceu o título de marcas graças ao segundo lugar de Sainz e Makinen venceu o título de pilotos graças ao seu terceiro lugar e à desistência de Auriol.
O RAC, ultimo rali do ano, serviu apenas para cumprir o calendário, onde há apenas a registar os dois primeiros lugares para os pilotos da Subaru, Burns e Kankunnen respectivamente, e mais um pódio (o segundo) para o Seat Cordoba WRC com Harri Rovampera (finlandês) ao volante.
Tommi Makinen sagrou-se campeão pela quarta vez consecutiva, com 62 pontos e 4 vitórias. Richard Burns ficou em segundo lugar com 55 pontos e 3 vitórias.
A Toyota venceu o campeonato de marcas com 109 pontos e apenas 1 vitória. A Subaru ficou em segundo lugar com 105 pontos e 5 vitórias.