23 julho 2008

Peugeot 306 Maxi - A. Lopes - L. Lisboa (Rali de Portugal de 1999)

Esta miniatura pertence à colecção Os Nossos Campeões de Ralis.
O Peugeot 306 Maxi de Adruzilo Lopes apenas conseguiu um resultado satisfatório no Rali de Portugal de 1999. Adruzilo Lopes terminou o rali na 16ª posição e não conseguiu lutar pela classificação de melhor piloto nacional; na categoria de Formula 2/Kit Car (carros de duas rodas motrizes) apenas conseguiu ser o melhor piloto nacional. Nessa categoria, onde Adruzilo ficou em terceiro, a vitória foi para Alister McRae (irmão de Colin McRae) num Hyunday. Colin McRae venceu o rali num Ford Focus enquanto Rui Madeira (subaru) foi o melhor piloto nacional.
Adruzilio Lopes foi três vezes campeão nacional de ralis (1997, 1998 e 2001) sempre na Peugeot. Neste ano de 1999, Adruzilo Lopes ainda participou, com o 306 Maxi, nos seguintes ralis do mundial: Catalunha (desistiu), Mil Lagos (43ª posição) e Sanremo (desistiu).
A miniatura de hoje é o Peugeot 306 Maxi de Adruzilo Lopes na versão do Rali de Portugal de 1999.
Nota: aconselho a consulta do anterior post já publicado sobre o Peugeot 306 Maxi.

Continuação do Campeonato do Mundo de Ralis de 1999
No Rali da Acrópole a vitória da Subaru e de Richard Burns confirmou uma tendência que vinha desde o início do campeonato: as vitórias sucediam-se duas a duas para cada uma das marcas, primeiro para a Mitsubishi, depois para Ford, seguindo-se a Citroen e agora duas vitórias para a Subaru. Carlos Sainz (Toyota) e Tommi Makinen (Mitsubishi) subiram ao pódio por esta ordem.
O Rali da Nova Zelândia foi significativo para Tommi Makinen (Mitsubishi) isto porque o finlandês viria a vencer a prova consolidando assim a sua liderança no campeonato. Makinen lutou contra Colin McRae (Ford), que vira a desistir, e lutou contra Didier Auriol (Toyota) mas o piloto da Mitsubishi soube resistir a tudo e a todos. Juha Kankkunen (Subaru) ficou em segundo lugar e Tony Gardmeister ao ficar na terceira posição conseguia o seu e do Seat Cordoba WRC primeiro pódio da carreira. E com a vitória da Mitsubishi foi quebrada a “estranha” sequência de vitórias que vinha acontecendo desde o início do campeonato.
No Rali dos Mil Lagos esperava-se uma grande luta entre os principais candidatos à vitória. Contudo a prova foi completamente dominada pelos pilotos da Subaru: Burns e Kankkunen. Os restantes candidatos nada puderam fazer perante a superioridade da Subaru. Makinen desistiu e apenas conseguiu dois pontos na classificativa que era televisionada. Didier Auriol (Toyota) conseguiu nessa classificativa três pontos. A vitória no rali foi para o veterano Kankkunen, seguido do seu colega de equipa Burns e a terceira posição foi para Sainz (Toyota), posição essa conquista a McRae na tal classificativa onde todos os pilotos, mesmo os que já tinham abandonado, podiam participar.
(continua)

21 julho 2008

Ford Focus WRC - C. McRae - N. Grist (Rali de Portugal de 1999)

Esta miniatura pertence à colecção Os Nossos Campeões de Ralis.
O Ford Focus WRC veio substituir o Escort no panorama dos ralis. Com umas linhas modernas e elegantes, o Focus prometia vir a ser uma excelente aposta da Ford para tentar conquistar os títulos de pilotos e de marcas que teimavam em lhes escapar desde há muitos anos. Efectivamente, a Ford não vencia o campeonato de marcas desde 1979.
A estreia do Focus nos ralis aconteceu em 1999, no Rali de Monte Carlo, tendo registado uma desclassificação devido à utilização de uma bomba de água irregular. E após os dois primeiros ralis do campeonato onde sofreu alguns problemas de juventude, o Ford Focus obteve a sua primeira vitória na terceira prova que realizava, no duro Safari. O quarto rali de 1999 foi em Portugal e Colin McRae (escocês), que vinha de uma excelente vitória no rali africano, não deve qualquer problema em dominar a concorrência. A vitória sorriu assim à Ford e a McRae. A Toyota, que ocupou os restantes lugares do pódio, não teve argumentos para incomodar McRae e o Focus.
Mas após estes dois triunfos, o Ford Focus WRC não voltou a conquistar mais nenhum pódio nos restantes ralis. No final do campeonato, a Ford ficou-se pelo quarto lugar e viu assim mais uma vez adiada a conquista dos títulos.
A miniatura de hoje é alusiva ao Ford Focus WRC com o qual Colin McRae venceu o Rali de Portugal de 1999. De realçar a bela decoração do patrocínio da Martini.

Continuação do Campeonato do Mundo de Ralis de 1999
O Rali de Portugal foi para McRae e o para o Focus a continuação da vitória obtida no Safari. O escocês venceu o rali português e a Toyota colocou os seus dois pilotos no pódio, Carlos Sainz (espanhol) e Didier Auriol (francês), respectivamente. Tommi Makinen (finlandês), que era um dos favoritos à vitória, viu-se obrigado a abandonar com problemas no seu Mitsubshi.
Os dois ralis seguintes, disputados em asfalto, foram a confirmação do poder dos kit car. Surpreendentemente, os kit car, concretizaram as ameaças deixadas no ano anterior nestes ralis. No Rali da Catalunha, os Citroen Xsara KitCar dominaram a concorrência sendo que apenas Didier Auriol (Toyota) conseguiu fazer frente aos pilotos da Citroen. E os Xsara KitCar não ficaram nas duas primeiras posições porque Jesus Puras (Citroen) foi obrigado a abandonar com problemas mecânicos. A vitória foi para Philippe Bugalski (francês), Auriol ficou em segundo lugar e Makinen (Mitsubishi) foi o terceiro, que beneficiou do abandono de Sainz quando o espanhol era o terceiro. No Rali da Córsega não só venceu novamente a Citroen como desta vez ficaram com o segundo lugar. Bugalski foi o vencedor novamente e Puras ficou em segundo lugar. Foi a confirmação da superioridade dos kit car sobre os poderosos WRC. O segredo estava na relação peso/potência: 290 cv para 960 kg e para os WRC 300 cv para 1230 kg. Este factor aliado ás provas em asfalto fazia com que os kit car, de apenas duas rodas motrizes, tivessem prestações melhores que os WRC de tracção total. O terceiro classificado foi Carlos Sainz, que desta vez beneficiou da desistência de McRae para chegar ao último lugar do pódio. De realçar neste rali foi também a estreia do Peugeot 206 WRC. Apesar de nenhum dos carros ter chegado ao fim, o 206 WRC deixou boas indicações.
O Rali da Argentina, que encerrou a primeira metade do campeonato, iria confirmar a tendência deste ano: a Mitsubishi venceu as duas primeiras provas, a Ford a terceira e quarta provas, a Citroen a quinta e sexta provas. A Subaru colheu os frutos do desenvolvimento efectuado por Juha Kankkunen. O rali foi dominado pelos dois Subaru de Kankkunen e Richard Burns (britânico), de tal modo que foi decidido pela equipa que seria Burns a vencer mas Kankkunen “trocou” as ordens recebidas e venceu a prova argentina. O experiente Kankkunen desculpou-se que teria percebido mal as indicações dos tempos em relação a Burns… O terceiro lugar foi para Didier Auriol em Toyota Corola WRC.
(continua)

17 julho 2008

Seat Ibiza GTi Evo II - T. Gardemeister - P. Lukander (Rali de Monte Carlo de 1999)

Esta miniatura pertence à colecção RallyCar Collection.
Após 3 títulos consecutivos (1996 a 1998) na categoria de 2 litros, conquistados pelo Seat Ibiza, a marca espanhola optou em 1999 pela categoria máxima dos ralis: o WRC.
Mas hoje é sobre o Seat Ibiza que vou falar sendo assim apresento a miniatura do Ibiza GTI Evo II que Tony Gardemeister (finlandês) utilizou no Rali de Monte Carlo de 1999.
Quando a Seat regressou aos ralis em 1995, após 18 anos de ausência, o modelo escolhido foi o Ibiza com um motor de 2 litros de 16 válvulas e que debitava cerca de 240 cv. O Ibiza logo se mostrou competitivo dentro da sua categoria de tal modo que no ano seguinte disputou o campeonato de 2 litros (carros de duas rodas motrizes). E durante três anos consecutivos (de 1996 a 1998) venceu esse campeonato. Entretanto a Seat resolveu em 1998 estrear o novo modelo que iria disputar o WRC. Assim no ano de 1999 a Seat já não defendeu o título do campeonato de 2 litros para disputar o campeonato de WRC. No entanto o Seat Ibiza continuou a ser utilizado e a disputar ralis pelas equipas privadas, como é o caso desta miniatura que pertence à equipa privada ASTRA.
No Rali de Monte Carlo de 1999, Tony Gardemeister com o Ibiza ficou na 14 posição final mas venceu na categoria de 2 litros.

O Campeonato do Mundo de Ralis de 1999
Neste ano houve algumas novidades no panorama dos ralis, para além da habitual troca de pilotos entre as equipas: uma pontuação adicional (3, 2 e 1 pontos) para os três primeiros classificados do troço designado de Super Especial onde podiam participar todos os pilotos inclusive aqueles que já tinham abandonado; o mundial ia pela primeira vez à China; e novas marcas a disputar o campeonato na categoria máxima e mais uma que regressava aos ralis (Skoda, Seat e Peugeot).
O Rali de Monte Carlo abriu, quase como sempre, a época desportiva. A Ford apresentou o novo modelo, Focus, que substituía o Escort. Colin McRae (escocês) deixou a Subaru e assinou pela Ford mas no rali foi infeliz porque foi desclassificado no final devido a uma irregularidade na bomba de água do seu Focus. Richard Burns substituiu McRae na Subaru. Tommi Makinen (finlandês), campeão em título, disputou a vitória no rali com Gilles Panizzi (francês) e no final assegurou mais uma vitória ao seu vasto palmarés, depois de o francês ter desistido. A Mitsubishi começava da melhor maneira o campeonato. O finlandês Juha Kankkunen (Subaru) ficou na segunda posição e Didier Auriol (francês) conseguiu levar o Toyota Corolla à terceira posição.
No Rali da Suécia, Tommi Makinen (Mitsubishi) deu continuidade à sequência vencedora que vinha de Monte Carlo e obteve uma vitória sobre o Toyota de Carlos Sainz (espanhol). Na terceira posição ficou o Ford Focus de Thomas Radstrom (sueco).
À terceira prova que disputava, o Ford Focus venceu. No Safari Colin Mcrae deu ao Focus a sua primeira vitória nos ralis. Mas para isso teve que resistir à dureza da prova africana tendo ainda beneficiado da desclassificação de Makinen por ter sido ajudado pelo público quando mudava uma roda. Depois de Colin ficou Auriol e Sainz, ambos em Toyota.
(continua)

11 julho 2008

BMW V12 LMR - J. Winkelhock - P. Martini - Y. Dalmas (24 Horas de Le Mans de 1999)

Esta miniatura pertence à colecção 100 Anos de Desporto Automóvel.
A única vitória da BMW nas 24 Horas de Le Mans foi conseguida com o BMW V12 LMR em 1999. Esse feito alcançado com os pilotos Pierluigi Martini (italiano), Joachim Winkelhock (alemão) e Yannick Dalmas (francês).
A miniatura apresentada é a versão do BMW V12 LMR que venceu em Le Mans.
Depois de ter participado na mítica prova em colaboração com a McLaren, a BMW optou por desenvolver um carro para participar oficialmente como equipa no ano de 1998. Assim foi desenvolvido o BMW V12 LM. No entanto a prova não correu como esperado para a equipa germânica e os dois BMW V12 LM inscritos tiveram que abandonar e ambos pelo mesmo motivo: problemas com as rodas.
Para o ano seguinte a BMW apresentou uma versão melhorada do modelo do ano anterior: o V12 LMR. As primeiras vitórias deste novo modelo surgiram na América, no ALMS (American Le Mans Series). As provas neste campeonato serviram de preparação para o grande objectivo da BMW: vencer em Le Mans. E assim foi. O BMW V12 LMR de Martini, Winkelhock e Dalmas venceram as 24 Horas de Le Mans, sendo esta a única vitória de um BMW no circuito de La Sarthe. O outro BMW da equipa teve que desistir.
O BMW V12 LMR apresentava umas linhas surpreendentes, robustas e pesadas mas bastante aerodinâmicas. O motor era um 12 cilindros em V de 5990 cc, o que permitia atingir uma velocidade máxima de 350 km/h.

Este trio de pilotos que pilotou o BMW V12 LMR nasceu sensivelmente na mesma altura: Winkelhock a 24 de Outubro de 1960; Martini a 23 de Abril de 1961; e Dalmas a 28 de Julho de 1961. Os três pilotos passaram, em diferentes anos e nos respectivos países, pelas categorias de formação com o objectivo de chegarem à Formula 1. Sendo esse objectivo atingido embora sem grande expressão na categoria máxima do desporto automóvel. Neste aspecto e dos três pilotos, será Martini o que mais tempo esteve na Formula 1 (participou em 118 GP’s, dos quais apenas 16 foram feitos pela Dallara em 1992), aliás é um piloto que associo logo à Minardi. Isto porque foi o primeiro piloto desta simpática (já extinta) equipa na Formula 1 sendo a sua carreira na Formula 1 quase toda feita na Minardi. Winkelhock, irmão mais novo de Manfred Winkelhock (que faleceu em 1985 numa de SportProtótipos), é o que menos experiência tem na Formula 1 (em 1989 tentou por sete vezes qualificar-se para a grelha de partida sem nunca o conseguir). Para Martini e Winkelhock esta vitória na edição de 1999 em Le Mans surge como um dos pontos mais altos das suas carreiras. No entanto para Dalmas, que teve também uma passagem na Formula 1 sem grandes feitos (participou em 23 GP’s), a vitória em 1999 foi a sua quarta em Le Mans. Efectivamente, Yannick Dalmas é um dos poucos pilotos que já venceu por quatro vezes a mítica prova, sempre em carros diferentes: 1992 com a Peugeot, 1994 com a Porsche, 1995 com a McLaren e em 1999 com a BMW. Actualmente, estes três pilotos já encerraram as suas carreiras desportivas.

07 julho 2008

Volvo S40 - R. Rydell - J. Richards (Bathurst 1000 1998)

Esta miniatura é da marca Onyx.
Em 1998 Rickard Rydell (sueco) e Jim Richards (australiano) venceram o Bathurst 1000 num Volvo S40. A miniatura que hoje apresento é desse Volvo S40.
O Bathurst 1000 é uma corrida que se disputa na Austrália, no circuito do Monte Panorama. Esta prova de 1000 km é bastante famosa na Austrália mas confesso que nunca ouvi falar sobre o Bathurst 1000. Para obter algumas informações sobre esta prova tive que recorrer à Wikipédia.
Esta prova, que é disputada em Outubro, teve início nos anos sessenta. A primeira vez que se disputou foi em 1960 na Ilha Phillips e tinha 500 milhas de duração. Desde então todos os anos o evento é realizado mas é só a partir de 1973 que a prova passou a ter a duração de 1000 km.
Ao longo da sua história, o Bathurst foi sofrendo algumas alterações no que concerne às classes dos carros que participavam. Desde os carros de produção passando pelos do Grupo C, Grupo A, V8 SuperCar e os Super Touring, já por lá andaram. Actualmente a prova é disputada em exclusivo pelos V8 Supercars.
O Volvo S40, um dos Super Touring de 2 litros, venceu a prova na sua classe em 1998 com Rickard Rydell e Jim Richards. Este modelo da Volvo, que já vai na sua segunda geração (2004-2008), surgiu em 1995. O S40 foi uma produção conjunta da Volvo com a Mitsubishi e tinha como base o Carisma. O Volvo S40 estava disponível em duas carroçarias (Sedan e Station Wagon) com várias motorizações: 1.6 L, 1.8 L, 1.9 L Turbo, 1.9 L Diesel, 2.0 L, 2.0 L Turbo.

Rickard Rydell nasceu a 22 de Setembro de 1967 na Suécia. Este piloto ainda se mantém em actividade sendo a sua carreira já bastante longa. Rydell iniciou-se nos karts, passou depois por vários campeonatos da Formula 3 durante os anos oitenta até 1993. Fez pole-position no GP de Macau em 1991 e venceu a prova em 1992. Desde 1994 a sua carreira está vocacionada para os turismos. Já venceu várias provas ao longo dos anos e venceu o Campeonato Britânico de Turismo (BTCC) em 1998 com o Volvo S40. Actualmente está a competir no WTCC com a Seat, a sua equipa desde 2004. Rydell também já participou nas 24 Horas de Le Mans tendo inclusive vencido em 2007 a classe GT1 com um Aston Martin DBR9.

Jim Richards nasceu a 2 de Setembro de 1947 na Nova Zelândia. Richards fez praticamente toda sua carreira desportiva nos Campeonatos de Turismo da Austrália. Ao longo da sua carreira venceu vários títulos nesses campeonatos. No Bathurst 1000, Jim Richards soma 7 vitórias: 1978 (Holden), 1979 (Holden), 1980 (Holden), 1991 (Nissan), 1992 (Nissan), 1998 (Volvo) e 2002 (Holden). A carreira de Jim Richards terá encerrado em 2006.

01 julho 2008

Toyota Corolla WRC - P. Matos Chaves - S. Paiva (Rali de Portugal de 1998)

Esta miniatura pertence à colecção Os Nossos Campeões de Ralis.
Hoje volto novamente a falar sobre o Toyota Corolla WRC, depois de o já ter abordado em dois posts anteriores (aqui e aqui). Mas desta vez a miniatura do Toyota Corolla WRC representa uma versão nacional; o piloto é o Pedro Matos Chaves no Rali de Portugal de 1998. Esta foi a sua primeira participação no Rali de Portugal.
O rali português desse ano foi um dos mais disputados de sempre. No final da prova o escocês Colin McRae (Subaru) bateu o espanhol Carlos Sainz (Toyota) por uns meros 2 segundos. Entre os portugueses, o prémio do melhor piloto nacional foi para Rui Madeira num Toyota Celica GT-Four, que ficou na 9ª posição final. Pedro Matos Chaves foi um dos seus adversários, mas o piloto portuense optou por efectuar um rali cauteloso e regular, a pensar mais na classificação do campeonato nacional, acabando por terminar o rali na 13ª posição mas à frente de Adruzilo Lopes que era um dos seus adversários no nacional de ralis.
Pedro Matos Chaves nasceu a 27 de Fevereiro de 1965 no Porto. A carreira de Pedro Matos Chaves teve início nos karts em 1980. Depois evolui para os troféus (Toyota Starlet). Passou pela Formula Ford tendo vencido o campeonato nacional em 1985. Segui depois para a Formula Ford Britânica para dar continuidade à sua carreira. Em 1989 e 1990 corre na Formula 3000 onde participa no campeonato britânico e internacional. No ano de 1990 venceu o campeonato britânico de Formula 3000. Em 1991 consegue dar o salto para a Formula 1. Finalmente, e depois de Nicha Cabral nos anos sessenta, Portugal tinha um piloto na Formula 1. Infelizmente, Pedro Matos Chaves que tinha assinado pela Coloni, equipa de fracos recursos, a Formula 1 assistia a uma grande afluência de equipas o que levou a que algumas tivessem que participar em pré-qualificações. A Coloni era uma dessas equipas. Durante 13 GP’s Pedro Matos Chaves tentou qualificar, sem sucesso, o fraco Coloni para a grelha de partida de um GP. Depois do GP de Portugal, a 13ª e última tentativa de se qualificar para um GP, Pedro Matos Chaves desistiu e deixou a Coloni. Portugal continuou sem ter um representante, depois de Nicha Cabral, à partida de um GP. Em 1992 a sua carreira dá um passo atrás e regressa à Formula 3000 Internacional. Durante os 3 anos seguintes (1993 a 1995) corre na Formula Indy Lights, que mais não é do que uma categoria inferior da Formula Indy. Nesses 3 anos apenas conseguiu vencer uma prova, precisamente no último ano. A melhor classificação aconteceu no primeiro ano onde foi 4º no campeonato. Mas não consegue subir na categoria por isso resolve deixar o campeonato.
Em 1996 corre no Campeonato Espanhol de GT onde se sagra vice-campeão. No ano seguinte passa para o FIA GT na categoria de GT2.
No ano de 1998 passa a correr nos Ralis. Depois de muitos anos a correr em pistas Pedro Matos Chaves resolve apostar nas provas de terra batida com a Toyota. O sucesso chega nos dois anos seguintes (1999 e 2000) quando se sagra campeão nacional de ralis.
Pedro Matos Chaves venceu também o Campeonato GT Espanhol em 2002, ano em que também se estreou nas 24 Horas de Le Mans tendo obtido o 23º lugar (5º na classe GTS) com um Saleen S7-R. No ano seguinte volta a Le Mans para ficar em 22º lugar com o mesmo carro do ano anterior.
Nos anos de 2005 e 2006 ainda participa no nacional de ralis com um Renault Clio S1600, altura em que encerra a sua carreira desportiva como piloto.

Continuação do Campeonato do Mundo de Ralis de 1998
Nesta recta final do campeonato de 1998, o Rali de San Remo teve um vencedor um tanto surpreendente. O piloto Tommi Makinen (finalndês) da Mitsubishi, não sendo um grande especialista em asfalto, deu um passo decisivo para a renovação do título ao vencer um rali cujas características não lhe eram favoráveis. Causou alguma surpresa porque não era tido como um dos favoritos à vitória final no San Remo. Colin McRae apenas foi o terceiro, atrás de Piero Liatti (italiano), ambos em Subaru. Carlos Sainz, outro dos candidatos ao título, ficou-se pela quarta posição.
No Rali da Austrália a vitória de Tommi Makinen foi um misto de sorte, em dois momentos, aliada a alguma incompetência incompreensível da parte da Toyota. Sorte porque Makinen, depois de ter alguns problemas no seu Mitsubshi que foram resolvidos pelos seus mecânicos, beneficiou do abandono de McRae quando este liderava o rali, vitima do turbo. Makinen venceu com 16 segundos de avanço sobre Sainz. Mas Makinen viria a ser penalizado com 1 minuto por ter “queimado a partida”. Um vídeo provava a irregularidade de Makinen. A Mitsubishi reclamou e após uma longa reunião que terminou já de madrugada, a penalização foi retirada. Depois de uma hora à espera do apelo da Toyota, que não aconteceu, a vitória de Makinen foi confirmada. Bastaria à Toyota apresentar o vídeo que provava a irregularidade cometida por Makinen e a vitória ficaria para Sainz. Assim foi Makinen quem saiu da Austrália com a vitória e com o título quase no “bolso”.
O RAC de 1998 ficou para a história dos ralis como um dos mais cruéis e cínicos finais de um campeonato. A vítima seria o infeliz espanhol da Toyota, Carlos Sainz. Makinen chegou ao RAC com dois pontos de vantagem sobre Sainz mas um acidente praticamente no inicio do rali ditou o seu abandono. Deste modo, bastava a Sainz terminar o RAC na quarta posição para se sagrar campeão. E assim foi quase até ao fim do rali britânico. Sainz era quarto classificado até que na última especial e a 500 metros da meta uma biela do motor do seu Toyota gripou. As imagens do Toyota a deitar fumo e do desespero do piloto e co-piloto, aos pontapés ao veículo, correram o mundo inteiro. Tommi Makinen recebeu a notícia da conquista do seu terceiro mundial no aeroporto quando se preparava já para regressar à Finlândia.
O britânico Richard Burns (Mitsubsihi) venceu o RAC e Juha Kankkunen (finlandês) ficou em segundo lugar num Ford.
Makinen venceu o campeonato com 58 pontos (5 vitórias) e Sainz ficou em segundo lugar com 56 pontos (2 vitórias).
A Mitsubishi sagrou-se campeã com 91 pontos (7 vitórias) e a Toyota terminou na segunda posição com 85 pontos (3 vitórias).