29 novembro 2006

Ford Escort MkI RS 1600 - T. Makinen - H. Liddon (Rali RAC de 1973)

Esta miniatura pertence à colecção RallyCar Collection.
O Ford Escort veio substituir o Cortina mas inicialmente o motor manteve-se o mesmo, o Cortina e o Escort utilizavam o motor Lotus Twin Cam de 1,6 litros com dupla árvore de cames (Twin Cam). Desta forma “nascia” o Ford Escort Twin Cam. Com este primeiro Escort, a Ford decidiu criar um departamento para o design, desenvolvimento, construção e fornecimento de novos modelos: FAVO (Operação de Veículos Avançados da Ford).
O Ford Escort Twin Cam venceu os Campeonatos Europeus de Marcas de 1968 e 1969. Posteriormente o Escort Twin Cam foi substituído pelo Ford Escort RS 1600, do qual esta miniatura que apresento é alusiva, na versão do Rali RAC de 1973.

As iniciais RS significavam Rally Sport. O Escort RS 1600 foi apresentado em 1969, eram veículos acessíveis aos clientes da marca e esteve em produção até 1975 quando foi substituído pelo RS 1800. Mais tarde surgiram versões de 2000cc com 200 cv.
O Ford Escort RS 1600 tinha um motor de 1599 cc, 16 válvulas e 120 cv, era um carro fiável e resistente que ganhou ralis como o Safari (1972), RAC (1972, 1973 e 1974), Mil Lagos (1973 e 1974). De entre os ilustres pilotos que conduziram o Escort RS 1600 posso salientar Timo Makinen, Hannu Mikkola, Roger Clark e Markku Alén, entre outros.

No Campeonato do Mundo de Ralis de 1973, apenas a equipa Alpine-Renault tinha um programa completo de participação, a Ford assim como as restantes equipas decidiram apenas participar nos ralis que eram mais favoráveis aos seus modelos (ver o seguinte post). Mesmo assim a Ford conseguiu ficar em terceiro lugar no campeonato, com 76 pontos, tendo conseguido vencer 2 ralis: o Rali dos Mil Lagos e o Rali RAC. No Rali dos Mil Lagos, Timo Makinen (Escort) vence à frente de Markku Alén (Volvo). Mas Stig Blomqvist (Saab) ofereceu resistência ao Escort de Makinen, até que o motor do Saab “resolveu” desistir. No Rali RAC, os favoritos eram os Escort, os Alpine e os Fiat nada puderam fazer. Num terreno muito difícil com neve, lama e gelo, a decisão sobre a vitória ficou entre dois pilotos da Ford, Clark e Makinen, quando Bjorn Waldegaard sofreu um acidente que o afastou dos primeiros lugares. Timo Makinen acabaria por vencer à frente de Roger Clark, Markku Alén completou o podium, todos em Ford Escort RS 1600.

Timo Makinen, que é considerado o primeiro dos finlandeses voadores, iniciou a participação nos ralis internacionais em 1959 com um Triumph. Correu também com um Mini Cooper S com o qual venceu alguns ralis. Em 1970 passa a utilizar o Ford Escort RS 1600 mas a primeira vitória com o Ford só chega em 1973 no Rali dos Mil Lagos. Vence o Rali RAC por três vezes consecutivas (1973, 1974 e 1975) sempre com um Ford Escort. O ano de 1980 foi o seu último ano com participação em vários ralis do campeonato. Em 1981 só participa no Safari ao volante de um Peugeot 504. Finalmente, em 1994 participou no Rali de Monte Carlo com um Rover Mini Cooper. A lista de veículos que conduziu ao longo da sua carreira é vasta, mas posso referir os mais sonantes: Fiat 131 Abarth, Ford Escort MK II RS 1800, Toyota Celica 2000GT, Triumph TR 7 V8 e BMW 320i.

25 novembro 2006

Lotus 72D - Emerson Fittipaldi (1972)

Esta miniatura pertence à colecção Grand Prix Mitos da Formula 1. Esta miniatura está fantástica. A qualidade não fica atrás da marca Minichamps. Na minha opinião, este Lotus 72D com o patrocínio dourado da John Player Special é um dos mais belos carros da história da Formula 1.
O Lotus 72D continuava a explorar as potencialidades do conceito de forma em cunha que Colin Chapman introduziu com o Lotus 72 em 1970. Este Lotus 72D permitiu que Emerson Fittipaldi se tornasse no primeiro piloto brasileiro a conquistar o título de Campeão do Mundo de Formula 1 em 1972. E também o record do campeão mais novo, record que só em 2005 viria a ser batido pelo espanhol Fernando Alonso.

O Lotus 72D tinha uma área frontal plana, os radiadores estavam colocados em ambos os lados do condutor, à frente do motor. A carroçaria era afilada o que ajudava na aderência ao asfalto. O aileron traseiro era de dimensões consideráveis o que melhorava a velocidade em recta e o apoio em curva (ver também o post). No aileron traseiro marcavam-se as posições de podium que cada monolugar tinha alcançado. Eis a forma em cunha que tantas vitórias deu à Lotus. 20 vitórias, assim distribuídas: 72C (5 vitórias), 72D (7 vitórias) e 72E (8 vitórias).
O Lotus 72D também inovou, foi dos primeiro carros a utilizar a entrada de ar para o motor que estava colocada atrás da cabeça do piloto.

No campeonato de 1972, Emerson Fittipaldi adoptou uma táctica de condução mais calculista, que aliada à fiabilidade do Lotus 72D e ao seu talento lhe viria a dar o título de Campeão do Mundo. Foi também neste ano que a Lotus apareceu com o patrocínio da John Player Special. Este patrocínio permitiu à Lotus um encaixe financeiro considerável e fundamental para a evolução e sucesso da equipa; Colin Chapman encontrou novamente a motivação que tinha perdido com a morte de Jochen Rindt em 1970. Fittipaldi era agora o primeiro piloto e Dave Walker (australiano) era o segundo, imposto pelo patrocinador. Obviamente Fittipaldi receberia todas as atenções da equipa.
O ano ficou de alguma maneira mais facilitado devido a alguns problemas de fiabilidade do Tyrrell e à úlcera de Jackie Stewart (escocês) que o apoquentou ao longo de várias provas chegando inclusivamente a falhar o GP da Bélgica.
O campeonato começou com uma vitória de J. Stewart (Tyrrell) no GP da Argentina. E. Fittipaldi não termina a prova. No GP da Africa do Sul, E. Fittipaldi termina em segundo lugar, mas a vitória é para o neozelandês Dennis Hulme (McLaren). É no terceiro GP do campeonato, na Espanha, que E. Fittipaldi e a Lotus alcançam a primeira vitória do ano. Foi a segunda vitória da carreira de Fittipaldi. No GP do Mónaco, debaixo de uma intensa chuva, surge a primeira e única vitória, na Formula 1, de Jean Pierre Beltoise (francês) num BRM. Foi também a última vitória da BRM na Formula 1. E. Fittipaldi termina em terceiro lugar. Nesta altura do campeonato, Fittipaldi já era líder, enquanto que o principal candidato ao título e campeão do mundo reinante, J. Stewart, enfrentava algumas dificuldades, tendo já dois abandonos, uma vitória e um quarto lugar.
No GP da Bélgica, E. Fittipaldi vence novamente, Stewart não participa devido à úlcera. Nos GP da França e Grã-Bretanha, os dois primeiros classificados foram os mesmos mas invertendo as posições: na França, Stewart vence e Fittipaldi é segundo, enquanto que na Grã-Bretanha, Fittipaldi vence e Stewart é segundo. No GP da Alemanha, no circuito de Nurburgring, J. Ickx (belga) vence, com uma excelente actuação, dando à Ferrari a única vitória nos anos de 72 e 73. Fittipaldi não termina a prova germânica e Stewart tem um acidente na penúltima volta quando era terceiro classificado. Nos GP seguintes, Áustria e Itália, Fittipaldi assina duas vitórias e garante o título mundial em Itália quando ainda faltavam duas corridas para o fim do campeonato. Stewart não pontua nessas duas provas. No Canada e nos EUA, Stewart consegue duas vitórias para a Tyrrell. Fittipaldi já com o título garantido não pontua nas duas provas.
Emerson Fittipaldi vence o campeonato com 61 pontos (5 vitórias), Stewart é segundo com 45 pontos (4 vitórias). A Lotus conquista o título de construtores com 61 pontos (5 vitórias).

Os pilotos do Lotus 72D em 1972 foram: Emerson Fittipaldi, Dave Walker, Dave Charlton, Tony Trimmer e Reine Wisell.
Vitórias: 5 (E. Fittipali: 5)
Pole-position: 3 (E. Fittipaldi: 3)
Melhor volta : 0

Morris Z Van (1950)

Morris Z Van (1950)
“Foi em 1934 que surgiu o Morris Eight, lançado com o objectivo de combater o êxito da Ford no campo dos automóveis populares. Os resultados foram os melhores e, rapidamente, o modelo conheceu assinalável sucesso, em Inglaterra e na Europa. Em 1939, o carro passou por uma profunda remodelação em matéria de estilo e, no ano seguinte, apareceu a versão van, que esteve em produção até 1953 e passeou as cores de várias companhias, como a Singer.”
Model ?? Singer (??). Distribuição com o DN de 18 (??) de Outubro de 1997.
In História sobre rodas – Diário de Noticias

24 novembro 2006

Alpine-Renault A110 - J.L. Thérier - J. Jaubert (Rali de Portugal de 1973)


Esta miniatura pertence à colecção RallyCar Collection.
O Alpine-Renault A110 foi o primeiro campeão do Campeonato do Mundo de Ralis em 1973 (ver também este post). Foram vários os ilustres pilotos que conduziram esta pequena máquina. Também foram inúmeras as vitórias alcançadas. Em 1973 obteve seis vitórias e conquistou facilmente o campeonato. Uma dessas vitórias foi no Rali de Portugal (1973). O piloto vitorioso foi o francês Jean-Luc Thérier com o Alpine-Renault A110. Esta miniatura é alusiva a essa vitória do nosso rali na edição de 1973. O primeiro líder do rali foi Bernard Darnich (Alpine- Renault) mas o azar, que seria a sorte de Thérier, levou a que Darnich abandonasse com um diferencial partido. Thérier assumiria a liderança mas também beneficiou dos abandonos de pilotos como Ove Andersson (Toyota Celica) e Bjorn Waldegaard (Fiat Abarth 124), tidos como favoritos. Assim Thérier venceu a edição de 1973 do Rali de Portugal com mais de seis minutos de vantagem sobre o seu colega de equipa Jean-Pierre Nicolas. O terceiro calssificado foi o português Francisco Romãozinho em Citroen DS21.
O declínio do Alpine-Renault A110 começou em 1974, precisamente em plena crise petrolifera, e quando surge um carro vitorioso: o Lancia Stratos. O Alpine-Reanult A110 estava então obsoleto.
Jean-Luc Thérier é considerado o melhor piloto dos Alpine, ele conseguia retirar o melhor rendimento destes leves desportivos que dominaram o final da década de 60 e início da de 70. Foi quatro vezes campeão de França, venceu 5 ralis do mundial: Portugal, Acrópolis e San Remo sempre com o Alpine, em 1973; Press Regardless em 1974 com um Renault 17 Gordini; e o Tour de Corse em 1980 com um Porsche 911 SC. No Rali de Monte Carlo, em 1982, ainda consegue um terceiro lugar também ao volante do Porsche 911 SC. Em 1985 sofre um grave acidente no Paris-Dakar que lhe deixou graves sequelas, o que o levaria a abandonar a competição automobilistica e à desgraça financeira devido às despesas com a sua recuperação física.

Chevrolet Van (1928)

Chevrolet Van (1928)
“A Chevrolet tem história curiosa. Bandeira da Indústria americana, foi fundada por um suíço – o eng. Louis Chevrolet – e, nos anos 20, tinha produção em Inglaterra assegurada pela Vauxhall, que, em 1925 havia de ser comprada pelo gigante General Motors, entretanto também detentor do emblema da marca americana... No meio destes negócios, por alturas de 1928, a Chevrolet comercializava uma van que era tida como um dos veículos ideais para entregas citadinas e que esteve ao serviço de muitas companhias conhecidas, entre elas a Nívea.”
Model ?? Nívea (??). Distribuição com o DN de 11 (??) de Outubro de 1997.
In História sobre rodas – Diário de Noticias

21 novembro 2006

Dennis Fire Engine (1934)

Dennis Fire Engine (1934)
“Os ingleses habituaram-se a ver em acção os carros de bombeiros produzidos pelos irmãos Dennis, desde 1908 especializados na construção destes veículos. Este modelo, com as cores do London County Council, foi lançado em 1934, e teve acção preponderante, na capital britânica, durante a Segunda Guerra. Apresentava a particularidade de os bombeiros se sentarem de lado, o que lhes permitia saltar mais facilmente do veículo e entrarem imediatamente em acção.”
Model ?? LCC (??). Distribuição com o DN de 25 (??) de Outubro de 1997.
In História sobre rodas – Diário de Noticias

18 novembro 2006

Tyrrell 003 - Jackie Stewart (1971)

Esta miniatura pertence à colecção Grand Prix Mitos da Formula 1.
O Tyrrell 003 foi o carro utilizado pela equipa de Ken Tyrrell na sua primeira temporada completa em que apenas utilizou carros com a sua marca. No ano anterior, Ken Tyrrel tinha iniciado a sua própria equipa na Formula 1 mas utilizou o March 701 em algumas provas e noutras utilizou o Tyrrell 001. Assim o Tyrrell 003 era uma evolução melhorada do projecto do Tyrrell 001. O responsável foi o designer Derek Gardner. Neste modelo da Tyrrel é possível distinguir um radiador frontal debaixo do aileron dianteiro, bem como os retrovisores montados em tripé.

O motor era o Ford Cosworth V8 e os pneus eram da Goodyear; a particularidade era que o contrato da Goodyear era com o piloto Jackie Stewart (escocês), isto é, se mudasse de equipa levaria a Goodyear com ele.
O seu colega de equipa, François Cevert (francês), utiliza o Tyrrell 002 cuja única diferença para o 003 era que este (002) tinha medidas maiores de guarita para o francês. No resto era idêntico. Por isso para a estatística vou considerar os resultados dos dois modelos.
O campeonato de 1971 resume-se em poucas palavras: domínio de Stewart e da Tyrrell. Efectivamente, a Tyrrell, na sua primeira temporada completa em que utilizou apenas carros da sua autoria, conquistou os campeonatos de pilotos e de construtores com uma facilidade impressionante. Foi o melhor ano de sempre da Tyrrell. Foi também neste ano que apareceram os primeiros pneus slick, da autoria da Goodyear.
O campeonato começou no GP da Africa do Sul com uma vitória do norte americano Mário Andretti (Ferrari), foi a sua primeira vitória na Formula 1. Jackie Stewart utiliza, neste primeiro GP da época, o Tyrrell 001, consegue a pole-position mas termina em segundo lugar.
As duas primeiras vitórias da época para J. Stewart e para a Tyrrell surgem nos GP da Espanha e do Mónaco. No GP da Holanda vence o belga Jackie Ickx (Ferrari). J. Stewart termina em décimo primeiro. No entanto, os três GP seguintes (França, Grã-Bretanha e Alemanha) foram vencidos pelo escocês da Tyrrell, com o seu colega de equipa, F. Cevert a ficar em segundo lugar nos GP da França e da Alemanha.

Nos GP da Áustria e da Itália, J. Stewart regista os dois únicos abandonos da temporada. Mas mesmo não terminando no GP da Áustria, J. Stewart torna-se Campeão do Mundo a três provas do final da época. Era o seu segundo título na Formula 1. As vitórias, nos GP da Áustria e Itália, foram para a BRM, Jo Siffert e Peter Gethin, respectivamente.
Nos dois últimos GP da época, duas vitórias para a Tyrrell: no Canadá vence J. Stewart e nos EUA vence o francês François Cevert. O campeonato de pilotos foi conquistado por J. Stewart com 62 pontos (6 vitórias), seguindo de Ronnie Peterson (March) com 33 pontos e em terceiro, o segundo piloto da Tyrrell, François Cevert com 26 pontos (1 vitória). A Tyrrell (com 7 vitórias em onze possíveis) venceu o campeonato de construtores com 73 pontos (mais do dobro dos pontos da segunda classificada) contra os 36 pontos da BRM (2 vitórias).

O Tyrrell 003/002 em 1971 foi pilotado por: Jackie Stewart e François Cevert.
Vitórias: 7 (J. Stewart: 6; F. Cevert: 1)
Pole-position: 5 (J. Stewart: 5)
Melhor volta : 4 (J. Stewart: 3; F. Cevert: 1)

Bedford 30ewt Delivery Van (1950)

Bedford 30ewt Delivery Van (1950)
“A Série K da Bedford foi lançada em 1945 e a cabina, com um pára-brisas de duas peças, foi muito avançada para a época, estabelecendo novos padrões de conforto e visibilidade.
O Persil Soap Powder começou por ser produzido na Alemanha, mas, depois da II Guerra, a produção estendeu-se a Inglaterra. Nos anos 50, a distribuição era regularmente feita em veículos Bedford.”
Model 63 Persil. Distribuição com o DN de 4 de Outubro de 1997.
In História sobre rodas – Diário de Noticias

16 novembro 2006

Scammell 6-Wheeler (1934)

Scammell 6-Wheeler (1934)
“Criada em 1922, a Scammell Lorries Limited ganhou reputação como construtor de veículos pesados. Em 1937, um dos camiões que ostentava o emblema da marca era um modelo com seis rodas, neste caso com as cores de outra renomada empresa britânica, a Mackintosh, fabricante de um chocolate famoso.”
Model 44 Quality Street. Distribuição com o DN de 27 de Setembro de 1997.
In História sobre rodas – Diário de Noticias

11 novembro 2006

Alpine-Renault A110 - J.C. Andruet - "Biche" (Rali de Monte Carlo de 1973)

Esta miniatura pertence à colecção 100 Anos de Desporto Automóvel.
O Alpine-Renault A110 é, na minha opinião, um dos mais belos carros de ralis tendo sido dos primeiros carros a ser concebido a pensar na competição automobilística. A Alpine era uma empresa privada que se dedicava a alterar, com sucesso, alguns modelos da Renault para as competições. Em 1962 deu-se a associação definitiva entre a Alpine e a Renault. Esta associação durou mais de três décadas. O primeiro modelo que saiu da associação entre a Renault e a Alpine foi precisamente o Alpine Renault A110 com 956cc e 51 cv de potência. Desde o seu lançamento, em 1962 e ao longo dos anos que esteve em produção houve algumas evoluções mas as melhorias mais significativas deram-se ao nível da potência. Em 1974, o Alpine-Renault A110 tinha 1800cc e 180cv de potência. O Alpine-Renault A110 foi conduzido ao longo dos anos por pilotos de elevada qualidade, tais como, Jean-Claude Andruet, Jean-Luc Thérier, Ove Andersson, Jean-Pierre Nicolas e Bernard Darniche, entre outros. O Alpine-Renault obteve várias vitórias: em 1970 J.-L.Thérie venceu os ralis de San Remo e da Acrópolis, a Alpine-Renault termina o campeonato em segundo lugar com 26 pontos atrás da Porsche que é campeã com 28 pontos; em 1971 é campeã com 36 pontos, vencendo quatro ralis, sempre com O. Andersson: Monte Carlo, San Remo, os Alpes Austríacos e Acrópolis; o ano de 1972 é negro para a Alpine-Renault que fica em 17º lugar apenas com 7 pontos.

A temporada de 1973 foi a primeira do Campeonato do Mundo de Ralis para marcas. Para o efeito foram incluídos mais ralis: Portugal, Polónia, Finlândia e Córsega. O campeonato de 1973 foi disputado ao longo de 13 ralis. No entanto apenas uma equipa, a Alpine-Renault, manifestou a intenção de participar em todas as provas, talvez para tentar “apagar” o mau ano de 1972. As outras marcas resolveram participar apenas nos ralis que mais convinham aos seus modelos. Assim não é de estranhar que a Alpine-Renault tenha conquistado o campeonato de 1973 perante os reduzidos programas das outras equipas. No final do campeonato, a Alpine-Renault sagrou-se, merecidamente, campeã com 147 pontos (6 vitórias) à frente da Fiat com 84 pontos (1 vitória). As restantes vitórias ficaram assim distribuídas: 2 vitórias para a Ford; a Saab, a Datsun, a BMW e a Toyota venceram, cada uma, um rali.
A miniatura do Alpine-Renault A110 que apresento é do Rali de Monte Carlo de 1973 com o qual Jean-Claude Andruet (francês) venceu o primeiro rali do primeiro Campeonato do Mundo de Ralis.

Para o Rali de Monte Carlo de 1973, a Alpine-Renault preparou uma equipa quase imbatível, de tal maneira que a vitória foi decidida entre os pilotos da Alpine-Reanult, dos seis primeiros classificados 5 eram Alpine-Renault apenas o quarto classificado era um Ford Escort. A Alpine-Renault venceria ainda o Rali de Portugal (J.-L. Thérier), o Rali de Marrocos (B. Darniche), o Rali Acrópolis (J.-L. Thérier), o Rali de San Remo (J.-L. Thérier) e a Volta à Córsega (J.-P. Nicolas). Se nesse ano já existisse o campeonato mundial para pilotos, o vencedor teria sido J.-L. Thérier.
Jean-Claude Andruet (francês) começou a sua carreira na década de 60 e ainda vai participando em algumas provas. Venceu vários ralis ao longo da sua carreira: Volta à Córsega (1968, 1972 e 1975), Rali de Monte Carlo (1973) e o Rali de San Remo (1977). Foi campeão francês de ralis com o Alpine-Renault A 110 em 1968 e 1970 e campeão europeu de ralis de 1970 também com o Alpine-Renault A110. Ao longo da sua carreira guiou para várias equipas: Alpine-Renault, Alfa Romeo, Lancia, Fiat, Ferrari e Citroen.

Morris Van (1931)

Morris Van (1931)
“A Williams Morris começou a produzir veículos comerciais em 1924, numa fábrica de Adderley Park, em Birmingham. A Morris Commercial Van foi produzida entre 1927 e 1932 e conheceu grande popularidade, particularmente entre as companhias de entregas expresso.
A Brasso Metal Polish, empresa especializada em limpeza e polimento de metais, criada em 1907, tinha uma frota de entregas que usou estas Morris.”
Model 43 Brasso. Distribuição com o DN de 20 de Setembro de 1997.
In História sobre rodas – Diário de Noticias

10 novembro 2006

March 711 - Niki Lauda (1971)

Esta miniatura é da marca Quartzo.
O famoso Tri-Campeão do Mundo da Formula 1, Niki Lauda (austríaco), iniciou a sua carreira em 1971 no GP da Áustria. O monolugar da estreia foi o March 711, do qual é alusiva esta miniatura. No entanto, há um erro na miniatura: o motor que vem mencionado é o Alfa Romeo mas na realidade o March 711 de Niki Lauda para o GP da Áustria utilizou o motor Ford Cosworth. É verdade que em 1971 a March utiliza os motores Ford Cosworth e Alfa Romeo mas nesta miniatura a Quartzo errou.
Nesta miniatura podemos encontrar algumas diferenças em relação à miniatura do March 711 apresentada anteriormente (de Ronnie Peterson): aqui vemos que o March 711, que Niki Lauda utilizou no seu primeiro GP da carreira, tem um aileron dianteiro muito peculiar, os radiadores laterais estão “encobertos” e nota-se uma diferente afinação do aileron traseiro. Estas são as diferenças mais visíveis. São as diferentes soluções aerodinâmicas que eram introduzidas nos carros consoante as diferentes características dos circuitos.
No GP da Áustria de 1971, que foi a oitava prova (de onze) do campeonato, a equipa March inscreveu 4 carros, Ronnie Peterson (nº 17), Andrea De Adamich (nº 18), Nanni Galli (nº 19) e Niki Lauda (nº 26). Segundo se consta, Niki Lauda teve que contrair empréstimos bancários para comprar um lugar na equipa March e assim se iniciar na Formula 1. Peterson e Lauda tinham os seus 711 equipados com motores Ford Cosworth enquanto os outros dois pilotos usavam os motores Alfa Romeo. Houve mais dois March 711 inscritos por duas equipas privadas: uma dessas equipas era a de Frank Williams, dono e fundador da Williams. Niki Lauda ficou na 21ª posição (penúltimo) da grelha de partida. O melhor March foi o de Ronnie Peterson, na 11ª posição. Na prova, Niki Lauda andou sempre nas últimas posições e acaba por abandonar na 20ª volta com problemas mecânicos. O melhor March acabou por ser o da equipa privada de Frank Williams, Henri Pescarolo que terminou na 6ª posição. O GP da Áustria foi vencido por Jo Siffert em BRM, que por sinal fez o pleno na corrida: vitória, pole-position, melhor volta e liderou a prova do princípio ao fim.
Niki Lauda não participa em mais nenhum GP desse ano. No ano seguinte continua ainda na equipa March, equipa com a qual fez ao todo 13 GP. Em 1973, muda de equipa para a BRM (14 GP pela BRM e 2 pontos). Algumas boas prestações com o medíocre BRM levam a que os responsáveis pela Ferrari o contratem para o ano de 1974. Mas isso é uma história para outra altura.

07 novembro 2006

Saab 96V4 - S. Blomqvist - A. Hertz (Rali da Suécia de 1972)


Esta miniatura pertence à colecção RallyCar Collection.
O Saab 96V4, que foi apresentado em 1960, era um carro melhor e mais potente que o seu antecessor (Saab 93). A marca sueca, Saab, rivalizava com a Volvo (também sueca), e era no rali da Suécia que se “mediam as forças”. O Rali da Suécia, pelas suas características climatéricas muito rigorosas, fez realçar a aptidão do Saab 96V4 neste tipo de ralis. O Saab 96V4 estava “talhado” para circular nas geladas estradas da Suécia e isso foi determinante para os êxitos que obteve nos ralis nórdicos. Este modelo da Saab este em produção até 1993 (??). Entre os pilotos suecos que guiaram o Saab 96V4 há a realçar dois: Erik Carlsson e Stig Blomqvist.
A miniatura que apresento é alusiva ao Rali da Suécia de 1972. O vencedor foi Stig Blomqvist (sueco), com um Saab 96V4, à frente de Bjorn Waldegaard (sueco) em Porsche 911S, sendo Harry Kallstrom (sueco), em Lancia Fulvia 1.6 Coupe HF, o terceiro classificado. Esta foi a única vitória da Saab no campeonato de 1972. A Saab termina o campeonato em quinto lugar, com 47 pontos, graças a esta vitória, ao segundo lugar no RAC e ao terceiro lugar no Rali dos Alpes Austríacos. O campeonato de 1972 viria a ser conquistado pela Lancia (ver post).
Stig Blomqvist alcançou a sua segunda vitória consecutiva no Rali da Suécia de 1972, rali que venceria por sete vezes: cinco com um Saab (1971, 1972, 1973, 1977 e 1979) e duas com o Audi Quattro (1982 e 1984). Desde muito cedo que este sueco começou a participar nos ralis: aos 14 anos era co-piloto do pai nos ralis e aos 18 anos começou a competir. Em 1984, tornou-se Campeão do Mundo de Ralis com o Audi Qattro. Stig Blomqvist, que tem onze vitórias no Mundial, continua (??) ainda a competir no Grupo N. Tem uma carreira com mais de quarenta anos nos ralis.

Mack Tanker (1934)

Mack Tanker (1934)
“Motor de seis cilindros e uma potência 78 cavalos era uma das maravilhas dos camiões americanos com emblema Mack. Entre as várias versões contava-se um camião-cisterna capaz de transportas mais de 20 mil litros de gasolina. Foi utilizado, a partir de 1934, em Inglaterra, por várias companhias do ramo, entre elas a Pennzoil.”
Model 42 Pennzoil. Distribuição com o DN de 13 de Setembro de 1997.
In História sobre rodas – Diário de Noticias

Nota:
No texto é referido a publicidade à Pennzoil, mas a miniatura apresenta a publicidade à NATIONAL – Benzole Mixture.

06 novembro 2006

March 711 - Ronnie Peterson (1971)

Esta miniatura pertence à colecção Grand Prix Mitos da Formula 1.
O March 711 seguia o conceito imposto pelo Lotus 72. O March 711 tinha uma característica particular que era o aileron dianteiro. Era uma solução aerodinâmica bastante diferente e peculiar que o distinguia dos outros carros. Esta miniatura que apresento não tem esse aileron dianteiro (mas dentro de alguns dias irei postar uma miniatura do March 711 cuja versão apresenta esse aileron) porque nesses anos era frequente haver alterações aerodinâmicas consoante as características dos circuitos. Neste March 711 também era frequente os radiadores laterais estarem destapados nuns circuitos (como nesta miniatura) ou aparecerem tapados por uns pontões laterais noutros circuitos.
A equipa March, que tinha 3 directores desportivos, Robin Herd, Max Mosley (actualmente presidente da FIA) e Alan Rees, vivia nessa época com algumas dificuldades financeiras. Para a temporada de 1971 foi decidido que utilizariam 3 carros oficiais para 3 pilotos: Ronnie Peterson (sueco), Alex Soler-Roig (espanhol) e Andrea de Adamich (italiano), os dois primeiros utilizariam motores Ford Costworth e o outro carro utilizaria os motores da Alfa Romeo. No entanto, outros pilotos, através de equipas privadas que compraram o 711 à March, viriam a utilizar nesse ano este monolugar, uns com o motor Ford Cosworth e outros com o motor Alfa Romeo. A Alfa Romeo servia-se da March como plataforma de lançamento dos motores Alfa Romeo na Formula 1 e em contrapartida os motores eram cedidos gratuitamente à March. Em parte, os problemas financeiros foram resolvidos com o patrocínio da STP. Mas ainda assim a March resolveu participar nas formulas inferiores (Formula 2 e Formula 3) como forma de viabilizar a equipa porque isso lhe permitia vender chassis a eventuais pilotos clientes.

O campeonato de 1971 viria a ser conquistado pela Tyrrell e pelo seu piloto, Jackie Stewart (escocês), que aliás foi o único piloto a vencer mais do que um GP nesse ano. Foi também neste ano que apareceram os primeiros pneus slicks pela Goodyear. No campeonato de pilotos, J. Stewart não teve oposição e venceu com 62 pontos (6 vitórias) mas a March mesmo sem vencer nenhum GP logrou alcançar o vice-campeonato de pilotos pela mão do sueco Ronnie Peterson com 33 pontos.
No GP de Itália houve emoção até ao fim com os 5 primeiros classificados a terminarem separados por menos de 1 segundo. Nesse GP verificou-se a menor margem de um vencedor, o inglês Peter Gethin (BRM) venceu com 0.01s de vantagem sobre R. Peterson (March). Francois Cévert (francês) em Tyrrel, Mike Hailwood (inglês) em Surtees e Howden Ganley (neozelandês) em BRM terminaram menos de 1 segundo depois de Gethin.
No GP da Áustria de 1971, estreava na Formula 1 um jovem austríaco ao volante de um March 711 que viria a tornar-se num dos grandes pilotos da história da Formula 1: Niki Lauda.
No campeonato de construtores a Tyrrell (7 vitórias) venceu com 73 pontos contra os 36 pontos da BRM (2 vitórias) que ficou em segundo lugar. A March ficou em quarto lugar com 33 pontos (com os mesmos pontos que a Ferrari que foi terceira classificada), graças ao R. Peterson, que ficou quatro vezes em segundo lugar: Mónaco, Grã-Bretanha, Itália e no Canadá.

O March 711 em 1971 foi pilotado por: Ronnie Peterson, Alex Soler-Roig, Andrea de Adamich, Henri Pescarolo, Nanni Galli, Skip Barber, Mike Beuttler e Niki Lauda.
Vitórias: 0
Pole-position: 0
Melhor volta : 1 (H. Pescarolo)

04 novembro 2006

Chevrolet Sedan Delivery Van (1939)

Chevrolet Sedan Delivery Van (1939)
“A Chevrolet foi uma das marcas de automóveis mais populares da América, nos anos 30. A «van», baseada no modelo de passageiros, incorporou, no final da década, radiador e faróis de nova concepção.
A Ransomes, uma das maiores companhias inglesas de equipamento agrícola, usava este tipo de veículos para as suas entregas.”
Model 30 Ransomes. Distribuição com o DN de 6 de Setembro de 1997.
In História sobre rodas – Diário de Noticias

03 novembro 2006

BMW 2002 Ti - A. Warmbold - J. Davenport (Rali de Portugal de 1972)

Esta miniatura é da marca Troféu.
A BMW nunca esteve oficialmente envolvida nos ralis logo, em parte, o seu pouco sucesso fica explicado mas também porque a marca alemã deu mais importância e maior envolvimento nas provas automobilísticas de circuito obtendo mais sucesso nessas provas. Sempre que houve um BMW envolvido nos ralis foi a nível privado e isso aconteceu apenas esporadicamente. O BMW 2002 Ti representa um desses esporádicos envolvimentos nos ralis, aliás, é com este modelo que a BMW obtêm os maiores êxitos nos ralis. O BMW 2002 Ti, de tracção dianteira, surge na sequência dos modelos 1502 e 1602, no entanto com um motor mais potente do que os anteriores modelos. Entre os pilotos mais ilustres estão nomes como Tony Fall, Achim Warmbold e Bjorn Waldegaard. Os maiores sucessos do 2002 Ti foram as vitórias: no Rali de Portugal de 1972, que não pertencia ao Campeonato Internacional de Marcas e que acontece no último ano deste campeonato, antes da criação do Campeonato do Mundo de Ralis em 1973; e no Rali dos Alpes Austríacos em 1973 para o Campeonato do Mundo de Ralis com Achim Warmbold e Jean Todt como co-piloto.

A miniatura do BMW 2002 Ti que apresento é alusiva ao vencedor do Rali de Portugal de 1972 guiado pelo alemão Achim Warmbold e John Davenport. Como podemos verificar a qualidade desta miniatura é bastante boa, podemos mesmo salientar os pormenores do interior, tais como os cinto de segurança e os manometros no tablier. Achim Warmbold também foi campeão alemão de ralis em 1971 pilotando um BMW 2002 Ti.

02 novembro 2006

Ford A Van (1930)

Ford A Van (1930)
“O Ford A foi introduzido em 1927 e comercializado com várias soluções de carroçaria. Em Inglaterra, a fábrica de Trafford Park, em Manchester, dedicou-se à produção deste modelo entre 1928 e 1933. A Royal Mail – o correio britânico – usou desde o seu aparecimento este modelo, muito popular nas ruas de Londres, nos anos 30.”
Model 13 Royal Mail. Distribuição com o DN de 30 de Julho de 1997.
In História sobre rodas – Diário de Noticias